MONTES CLAROS — O Aeroporto de Montes Claros, no Norte de Minas, está passando por obras financiadas com mais de R$ 200 milhões do governo federal. A expansão envolve o terminal de passageiros e a área operacional, sem interromper os voos. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos até o fim deste ano.
O pátio destinado às aeronaves está sendo ampliado de 20 mil metros quadrados (m²) para 45 mil m². No terminal, a área passou de 2,3 mil m² para 5,46 mil m². Com as mudanças, a capacidade anual do aeroporto subiu de cerca de 300 mil para 500 mil passageiros. O espaço comercial também cresceu, de aproximadamente 80 m² para mais de 660 m².
Em junho deste ano, foram finalizadas intervenções no check-in, na inspeção, na sala de embarque e na restituição de bagagens. Também foram feitas melhorias na estrutura usada pelas aeronaves.
Investimentos e movimentação
O aeroporto integra um pacote de R$ 5,7 bilhões anunciado no início deste ano para diferentes terminais do País. Desse total, R$ 4,7 bilhões vêm do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), enquanto R$ 1 bilhão é financiado pelo Banco Santander.
Durante uma visita realizada nessa terça-feira (29), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que as intervenções buscam melhorar a infraestrutura e o conforto dos passageiros, além de ampliar a geração de emprego, renda e oportunidades em Minas Gerais.
O diretor-geral da Aena Brasil, concessionária responsável pelo aeroporto, Joaquín Rodríguez, disse que a nova estrutura poderá permitir a chegada de outras companhias e operações.
A movimentação também aumentou. Em 2025, o terminal recebeu mais de 340 mil passageiros, número superior em mais de 40% ao registrado em 2022, quando começou a concessão. Atualmente, são dez voos por dia: cinco chegadas e cinco partidas, com destinos e origens em Belo Horizonte e nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo.
Pesquisa com macaúba
Ainda em Montes Claros, Tomé Franca visitou o Acelen Agripark, centro voltado à tecnologia e à inovação com macaúba. A unidade ocupa 138 hectares e trabalha com melhoramento genético e produção de mudas. A capacidade é de germinar 1,7 milhão de sementes por mês e produzir 10,5 milhões de mudas por ano.
A macaúba é a principal matéria-prima prevista no projeto da Acelen Renováveis para produzir combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO). A proposta prevê o cultivo em áreas degradadas, com participação de agricultores familiares e pequenos produtores.
A biorrefinaria planejada para São Francisco do Conde, na Bahia, deverá produzir 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis por ano. O início das operações está previsto para 2029.



