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Economia

Fundição em Minas Gerais registra queda de 40% na demanda em 2026

Setor enfrenta perda nas vendas, avanço de peças importadas e juros altos, afirma o presidente do Sifumg.

Fundição em Minas Gerais registra queda de 40% na demanda em 2026

A demanda da indústria de fundição em Minas Gerais caiu cerca de 40% neste ano em comparação com 2025, segundo Bráulio Campos, presidente do Sindicato da Indústria de Fundição no Estado de Minas Gerais (Sifumg). O setor enfrenta dificuldades nas vendas internas e externas, com impactos das importações e dos juros altos.

As vendas para o mercado brasileiro representam a maior parte dos negócios das fundições. Já as exportações correspondem atualmente a menos de 10%. Campos afirma que o país tem recebido um volume elevado de peças e produtos do exterior, principalmente da China, o que enfraquece a indústria nacional.

As fundições fornecem componentes para setores como o automotivo e o agrícola. Entre os exemplos citados por Campos está a perda de espaço, no mercado interno, das fabricantes de tratores pequenos para modelos importados da China. Ele também mencionou a entrada de carros chineses e seus reflexos sobre a produção local.

Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a produção de veículos aumentou 8,5% de janeiro a agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Porém, dois terços do crescimento vieram de veículos CKD/SKD, montados no país com kits importados.

Juros e investimentos

Para o presidente do Sifumg, o nível atual dos juros também prejudica o setor porque reduz os investimentos de clientes e das próprias fundições. Em setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) definiu a Selic em 13,75% ao ano, depois de uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.), a quinta consecutiva.

Ainda estão previstas duas reuniões do colegiado em 2026, em novembro e dezembro. A projeção do mercado financeiro citada no Boletim Focus da segunda-feira (28) indica mais um corte de 0,25 p.p., levando a taxa para 13,50%.

Campos afirma que não há investimentos relevantes em novas indústrias ou ampliações e que o único movimento em andamento nas fundições é a compra de equipamentos modernos para substituir mão de obra. Segundo ele, uma máquina pode substituir 20 ou 30 funcionários, com retorno do investimento em três ou quatro anos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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