A Hapvida tem um ativo fiscal estimado em R$ 30,8 bilhões, ligado ao ágio gerado na combinação de negócios realizada em 2022. O UBS BB considera que esse recurso pode criar valor para a companhia, mas não o inclui nas projeções atuais por causa dos obstáculos para sua utilização.
Para acessar o benefício, a empresa teria de fazer uma reorganização societária que colocasse o ágio e a operação adquirida sob o mesmo contribuinte. Também seria necessário gerar lucro tributável em volume suficiente para absorver o crédito fiscal.
Outro ponto monitorado pelo banco é a sinistralidade médica, medida pelo índice MLR. O indicador piorou ao longo de 2025, mas mostrou sinais de estabilidade no primeiro semestre de 2026. O UBS BB estima MLR de 74,7% para este ano e afirma que ainda são necessárias evidências mais firmes de recuperação operacional para uma avaliação mais favorável da ação.
As estimativas do banco apontam Ebitda ajustado de R$ 2,4 bilhões em 2026, R$ 2,7 bilhões em 2027 e R$ 2,9 bilhões em 2028.
Uma mudança positiva na avaliação dependeria da combinação de avanços operacionais e financeiros: melhora contínua da sinistralidade ao longo dos trimestres, reajustes de preços superiores à inflação, recuperação da geração de caixa e queda do endividamento. O UBS BB também cita como riscos a pressão persistente dos custos médicos, a redução do número de beneficiários e o aumento da alavancagem.



