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Economia

Ibovespa recua 1% na semana após quatro altas consecutivas

Queda foi influenciada por ações da Vale, juros elevados no exterior e incertezas políticas e fiscais no Brasil.

Ibovespa recua 1% na semana após quatro altas consecutivas
Foto: Adobe Stock

O Ibovespa caiu 1% nesta semana e encerrou uma sequência de quatro altas semanais consecutivas. O índice ainda acumula alta de 4,40% no mês e avanço de 14,96% no ano.

A queda ocorreu em meio à baixa de ações da Vale, à preocupação com juros elevados no exterior e ao aumento das incertezas políticas e fiscais no Brasil. Também influenciaram o mercado novas pesquisas eleitorais, o reajuste de 15% do Bolsa Família e as repercussões de uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao caso Banco Master.

A Vale (VALE3), uma das empresas de maior peso no índice, recuou 6,18% na semana, acompanhando a queda do minério de ferro. A Petrobras (PETR3; PETR4), por outro lado, foi beneficiada em parte da semana pela alta do petróleo.

O anúncio do reajuste de 15% do Bolsa Família, com impacto estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027, levou o Ibovespa a cair mais de 1% durante o pregão de quinta-feira. A sessão do STF envolvendo Alexandre de Moraes também acrescentou incerteza ao cenário institucional.

No exterior, o Federal Reserve elevou os juros americanos em 0,25 ponto porcentual, para a faixa de 3,75% a 4%. A autoridade passou a projetar uma taxa de 4,1% no fim de 2026, acima dos 3,8% previstos anteriormente. O petróleo teve fortes oscilações durante a semana em razão das tensões no Oriente Médio.

Mesmo com o corte de 0,25 ponto da Selic pelo Copom, o mercado enfrentou juros globais mais altos, volatilidade das commodities e maior percepção de risco doméstico.

Ações em destaque

A Yduqs (YDUQ3) liderou as altas, com valorização de 6,96%, a R$ 10,41. No mês, a ação sobe 21,42%, mas acumula queda de 12,90% no ano.

A Vibra (VBBR3) avançou 5,57%, a R$ 39,43. O papel acumula alta de 15,17% no mês e de 60% no ano. A Vamos (VAMO3) subiu 5,50%, a R$ 3,35, com ganhos de 15,38% no mês e de 7,14% no ano.

Na ponta negativa, a CSN Mineração (CMIN3) caiu 18,75%, a R$ 5,74, pressionada pela queda do minério de ferro no exterior. No mês, recua 7,77%; no ano, sobe 4,60%.

A Braskem (BRKM5) teve baixa de 16,32%, a R$ 4,52. O UBS BB rebaixou a recomendação do papel de neutra para venda e reduziu o preço-alvo da ação PNA de R$ 10,50 para R$ 3,75. Para os recibos negociados nas Bolsas americanas, o preço-alvo passou de US$ 4 para US$ 1,50.

O banco afirmou que ainda não vê uma “saída fácil” para a crise financeira da empresa. A ação acumula alta de 1,85% no mês e queda de 44,11% no ano.

A Azzas (AZZA3) recuou 12,96%, a R$ 14,81. No mês, a queda é de 3,77%; no ano, chega a 43,16%.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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