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Economia

Itaú BBA eleva preço-alvo da Petrobras para R$ 64 até 2027

Banco manteve recomendação de compra e projeta rendimento médio de 15% para as ações preferenciais da estatal em 2027.

Itaú BBA eleva preço-alvo da Petrobras para R$ 64 até 2027
Foto: Adobe Stock

O Itaú BBA elevou de R$ 63 para R$ 64 o preço-alvo das ações preferenciais da Petrobras (PETR4) para o fim de 2027. O banco manteve a recomendação de compra e classificou a empresa como sua principal escolha entre os ativos analisados.

O novo valor representa potencial de alta de 33,3% em relação ao fechamento anterior. A avaliação considera que margens internacionais recordes de refino podem sustentar preços domésticos de combustíveis mais altos por mais tempo. Esse efeito ajudaria a compensar uma eventual queda do petróleo caso o risco geopolítico diminua.

Mesmo com o Brent a US$ 75 por barril e as condições atuais para diesel e gasolina, o banco estima que a Petrobras possa entregar rendimento médio próximo de 15% em 2027. A projeção considera diferenciais de preço do refino de US$ 73 por barril para o diesel e US$ 29 por barril para a gasolina.

O Itaú BBA também calcula um rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista de cerca de 25% em 2027. Desse total, 22% seriam recorrentes e 3% estariam relacionados a subvenções do governo acumuladas no fim de 2026, com efeito no caixa previsto para 2027. Na avaliação do banco, isso poderia ampliar o espaço para alocação de capital e eventuais distribuições adicionais.

Diesel e investimentos

O relatório aponta que as refinarias da Petrobras aumentaram a produção de destilados médios ao longo das décadas, acompanhando uma demanda mais concentrada em diesel e a maior participação do pré-sal no óleo processado. Desde 2020, o sistema de refino ampliou sua complexidade e elevou o rendimento de diesel para níveis acima da média das refinarias dos Estados Unidos e de grandes complexos globais.

Segundo o Itaú BBA, o plano atual de investimentos deve reduzir, mas não eliminar, o déficit estrutural de diesel S-10. O volume ainda poderia ficar em torno de 170 mil barris por dia no início da próxima década, equivalente a cerca de 15% da demanda doméstica, contra 22% atualmente.

O banco vê possibilidade de ganhos adicionais com projetos brownfield, que aproveitam unidades já existentes, incluindo aumento da capacidade de conversão e expansão do processamento em estruturas mais voltadas ao diesel. Para o Itaú BBA, um novo projeto greenfield teria retorno menos atrativo e risco mais alto.

As premissas para o Brent são de US$ 80 por barril no fim de 2026, US$ 75 no fim de 2027 e US$ 65 a partir de 2028. O banco também elevou as projeções de investimentos para US$ 21,5 bilhões em 2026, US$ 22,7 bilhões em 2027, US$ 22,0 bilhões em 2028, US$ 17,3 bilhões em 2029 e US$ 16,1 bilhões em 2030. Para a remuneração dos acionistas, foram considerados apenas dividendos ordinários.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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