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Economia

Petróleo supera US$ 100 com tensão entre Estados Unidos e Irã

Brent e WTI avançam, enquanto riscos nas rotas do Oriente Médio pressionam juros, bolsas e inflação global.

Petróleo supera US$ 100 com tensão entre Estados Unidos e Irã
Foto: Foto/Kamran Jebreili

O petróleo subiu nesta quinta-feira, 10, e levou as duas principais referências internacionais a superar US$ 100 por barril. A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã prejudica o transporte de petróleo e derivados no Oriente Médio e amplia as preocupações com a inflação mundial.

Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o Brent para novembro avançava 3,64%, a US$ 104,89 por barril. O WTI para outubro subia 4,16%, a US$ 100,05. Durante a manhã, o Brent atingiu US$ 105,84, enquanto o WTI também passou da marca de US$ 100.

Rotas de exportação sob pressão

A possibilidade de o conflito se prolongar aumentou a cautela dos mercados. Além da guerra entre Washington e Teerã, áreas próximas ao Estreito de Bab al-Mandeb, no entorno do Mar Vermelho, passaram a representar uma ameaça adicional ao fluxo de energia. A passagem liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e ganhou importância com as restrições no Estreito de Ormuz.

Uma piora simultânea nas duas rotas pode dificultar a chegada do petróleo do Oriente Médio ao mercado internacional. Assessores disseram ao presidente americano, Donald Trump, que a guerra contra o Irã pode avançar até 2029. Trump afirmou nesta semana que os preços cairão quando o conflito acabar, mas não indicou quando isso ocorreria.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia a projeção de crescimento da demanda mundial em 2026. A estimativa passou a ser de 400 mil barris por dia, levando o consumo global a 105,84 milhões de barris por dia neste ano.

Para 2027, a entidade elevou em 200 mil barris por dia a previsão de crescimento da demanda, para 2,4 milhões de barris por dia. A Opep manteve ainda a expectativa de aumento de 600 mil barris por dia na oferta de produtores de fora da Opep+ em 2026. Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina devem concentrar as principais contribuições.

A produção da própria Opep cresceu 300 mil barris por dia em agosto, alcançando média de 38,05 milhões. Mesmo com a previsão de consumo menor e oferta maior fora do grupo, o risco de interrupções nas rotas mantém as cotações elevadas.

Reflexos nos juros e nos combustíveis

A valorização do petróleo pressionou os juros futuros brasileiros. O contrato com vencimento em janeiro de 2029 chegou a 13,965%, ante 13,860% no ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2031 alcançou 14,220%, contra 14,091%.

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) avançou 0,4% em agosto, na comparação com julho. O núcleo do indicador subiu 0,2%. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego ficaram em 206 mil, abaixo dos 208 mil esperados.

Os rendimentos dos títulos do governo americano subiram, enquanto as bolsas perderam força. No Brasil, o dólar avançou diante do real, os juros futuros aumentaram e o Ibovespa operava em queda.

A Petrobras deixou de aplicar nesta quinta-feira o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A. Ao mesmo tempo, a redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins resultou em queda líquida de R$ 0,19 por litro no preço com tributos. O governo autorizou ainda uma nova subvenção de R$ 1 por litro ao diesel para reduzir parte do impacto da alta do petróleo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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