MINAS GERAIS — O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais alcançou R$ 316,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, entre abril e junho. O valor representa alta nominal de 3,9% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o crescimento real ficou próximo de 4%, conforme levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP).
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a economia mineira avançou 3% em termos reais, considerando a série com ajuste sazonal. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o PIB somou R$ 597,2 bilhões, com alta nominal de 2,9% ante o mesmo período de 2025. Em termos reais, o crescimento foi de 1,8%, e o deflator implícito do PIB variou 1,1%.
Agropecuária lidera expansão
A agropecuária foi o principal fator de crescimento no segundo trimestre, com avanço real de 19,1% sobre o mesmo período de 2025. A expansão foi associada à colheita de café e milho e à produção de carvão vegetal destinado à metalurgia estadual.
A alta no volume produzido ocorreu em um cenário de queda nos preços médios de boa parte das commodities agrícolas. Por isso, o aumento da produção não teve o mesmo impacto sobre o valor nominal gerado pelo setor.
Em 2023, a agropecuária representava 7,29% do Valor Adicionado Bruto (VAB) de Minas Gerais. Os serviços respondiam por 63,01% e a indústria, por 29,70%.
Indústria recua e serviços avançam
A indústria teve queda no volume de valor adicionado em todas as atividades analisadas. A indústria extrativa recuou 0,6%, as indústrias de transformação caíram 0,3%, a produção de utilidades públicas diminuiu 0,5% e a construção registrou retração de 1,7%, sempre na comparação com o segundo trimestre de 2025.
Os serviços cresceram 1,1% em termos reais. O comércio avançou 0,7%, os transportes tiveram alta de 1,3%, outros serviços cresceram 1,5% e a administração pública aumentou 0,6%. Junto com a agropecuária, o setor ajudou a compensar a retração industrial.
Participação no país diminui
Apesar do crescimento estadual, Minas Gerais reduziu sua participação no PIB brasileiro. O estado respondeu por 9,2% da economia nacional no segundo trimestre de 2026, ante 9,5% no mesmo período do ano anterior.
A variação nominal de 3,9% no trimestre resulta do crescimento real de 4% combinado com uma variação negativa de 0,1% do deflator implícito do PIB.



