Os títulos do Tesouro Direto operam com taxas mistas nesta sexta-feira (25), após o IPCA-15 superar as estimativas para setembro. O Tesouro Prefixado 2029 subiu para 13,91% ao ano, enquanto papéis atrelados à inflação registraram queda nas taxas.
O IPCA-15 avançou 0,70% em setembro, depois de recuar 0,40% em agosto. O resultado ficou acima do teto das projeções, de 0,66%, e da mediana, de 0,53%. Em 12 meses, a inflação acumulada pela prévia passou de 4,24% para 4,47%.
A alta da inflação limitou o alívio nos vencimentos mais curtos, que são mais sensíveis às expectativas para os próximos passos da Selic. Mesmo assim, os juros médios e longos foram beneficiados pelo cenário externo. O petróleo caiu diante da expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano também recuaram. O Brent caía 1,39%, a US$ 98,83 por barril, pela manhã.
Às 10h50, o contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2029 recuava de 13,861% para 13,805%. O vencimento de janeiro de 2031 caía de 14,015% para 13,920%.
Na comparação com as taxas de quinta-feira (24), o Tesouro Prefixado 2029 avançou de 13,83% para 13,91% ao ano, alta de 0,08 ponto porcentual. O Prefixado 2032 recuou de 14,14% para 14,13%.
Entre os títulos vinculados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 passou de 7,68% para 7,65% ao ano acima da variação do IPCA. O IPCA+ 2040 caiu de 7,31% para 7,27%, e o IPCA+ 2050, de 7,16% para 7,14%.
A curva de juros ainda indicava a expectativa de um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic em novembro, para 13,50% ao ano. Para quem mantém o título até o vencimento, as oscilações não mudam a rentabilidade contratada na compra. A venda antecipada, porém, está sujeita à marcação a mercado, com possibilidade de ganho ou perda conforme o preço do papel.



