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Tokenização avança entre fundos e aponta crédito privado como próximo foco

Pesquisa da Nexa mostra adesão de fundos, bancos e empresas de tecnologia à tokenização e à inteligência artificial no mercado financeiro.

Tokenização avança entre fundos e aponta crédito privado como próximo foco
Foto: Adobe Stock

A tokenização ganhou espaço entre fundos de venture capital no Brasil e tem o crédito privado como principal candidato à expansão em grande escala. O Brazil Tokenization Report 2026, da fintech Nexa, mostra que 67% dos fundos consultados já investiram em iniciativas ligadas à representação digital de ativos e produtos.

A tecnologia transforma bens do mundo real em ativos digitais, facilitando sua negociação. Entre os exemplos estão imóveis e ouro, que podem ser representados por tokens na blockchain. De acordo com a Nexa, a tokenização também pode ampliar a personalização de produtos financeiros e levar soluções antes mais restritas a investidores de alta renda a uma parcela maior do mercado.

Crédito privado aparece como próximo produto

O crédito privado foi apontado por 48% dos agentes de mercado como o próximo produto a ser tokenizado em grande escala. A Nexa avalia que esse instrumento tem baixa liquidez e depende de muitas operações manuais, o que cria espaço para a tecnologia reduzir etapas e dificuldades do processo.

A pesquisa também indica que 33% dos fundos de venture capital ainda não investiram em tokenização ou em Real World Assets (RWA). Entre os que já atuam no segmento, 80% investem na fase de pre-seed, estágio inicial de financiamento, e 57% têm exposição a empresas em growth, etapa mais avançada.

Para 85% dos fundos, avanços regulatórios poderiam aumentar os investimentos em tokenização. Outros 82% apontam a maior aceitação do mercado como fator capaz de estimular novas alocações. Cibersegurança foi citada por 28%, e infraestrutura tecnológica, por 24%.

Regulação passa a ser principal barreira

O estudo ouviu mais de 90 participantes da indústria e foi divulgado nesta terça-feira (22). Entre bancos, alocadores e provedores de infraestrutura, 55% disseram que a percepção sobre a tokenização melhorou moderadamente em relação a 2025. Outros 12% observaram melhora significativa, enquanto 27% viram estabilidade e 6% relataram piora em alguns aspectos.

Todas as plataformas de tokenização e as emissoras de stablecoins ouvidas apontaram melhora na percepção sobre o mercado. A proporção foi de 83% entre os bancos, 71% entre os fundos de venture capital e 57% entre plataformas de infraestrutura e custódia.

Entre os family offices, 54% avaliaram que o mercado está melhorando, 35% disseram que permaneceu estável e 12% observaram piora. A regulação, que antes aparecia atrás da aceitação do mercado financeiro, tornou-se a barreira mais citada na edição de 2026. Cibersegurança e infraestrutura tecnológica também ganharam destaque.

Inteligência artificial já está em operação

A edição de 2026 foi a primeira do levantamento a medir o uso de inteligência artificial no setor. Entre bancos, alocadores e provedores de infraestrutura, 78% dos respondentes afirmaram ter inteligência artificial generativa em produção, enquanto 35% já utilizam inteligência artificial agêntica.

A IA generativa cria conteúdos a partir de comandos. A IA agêntica pode tomar decisões com base em regras definidas, sem depender de orientação humana contínua. A principal aplicação, citada por 65% dos participantes, está em dados e inteligência de mercado. Em seguida aparecem compliance, com 56%, e gestão de risco e detecção de fraude, com 54%.

Segundo a Nexa, a tecnologia tem sido usada primeiro para lidar com dificuldades já existentes nas empresas e, depois, para desenvolver produtos tokenizados. Cecília Melo, sócia sênior da fintech, afirmou que o mercado caminha para uma aproximação entre empresas tradicionais, que adotam novas tecnologias, e companhias da Web3, que avançam em direção à regulação.

Sobre os riscos do uso de agentes de IA em uma infraestrutura blockchain, 43% dos agentes de mercado disseram estar preocupados, 33% não tinham opinião formada e 24% não demonstraram preocupação. Em relação à governança desses sistemas, 67% afirmaram ter regras parciais ou ainda em desenvolvimento, enquanto 33% disseram contar com uma estrutura completa.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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