RIO DE JANEIRO — A tokenização de ativos ganhou espaço na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que criou um grupo de trabalho para estudar a transformação de ativos físicos em representações digitais. A tecnologia foi apresentada pelo diretor João Aciolly como uma forma de reduzir custos e dar mais agilidade e segurança às transações no mercado de capitais.
Aciolly participou de um evento do Instituto Livre Mercado, realizado em um hotel na zona sul do Rio. Segundo ele, a digitalização pode facilitar a realização de transações e contratos.
“A tokenização me parece [capaz] de permitir redução de custos de transação e dar mais agilidade e segurança”, disse o diretor. Ele também afirmou que a tecnologia permite fazer mais transações e contratos de maneira mais rápida.
Apoio institucional
A pauta é conduzida pela CVM durante a gestão do presidente Otto Lobo. Aciolly afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) ratificou a modernização da autarquia e a tokenização de ativos entre as iniciativas apoiadas.
O diretor também citou uma decisão do STF que assegurou à CVM ao menos 70% da arrecadação com a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (TFMTVM). Os recursos devem garantir meios econômicos para a realização das iniciativas da autarquia.
A tokenização transforma um ativo do mundo real em um ativo digital. No mercado de capitais, a proposta é estudada pela CVM dentro do grupo de trabalho implementado por Otto Lobo.


