SÃO PAULO — A B3 pretende ampliar o uso de inteligência artificial, aproximar-se dos clientes e fortalecer a conexão do mercado brasileiro com o exterior. As prioridades foram apresentadas pelo CEO da companhia, Chris Egan, na abertura da B3 Week 2026, nesta terça-feira (15).
A Bolsa já conta com 35 modelos de linguagem e cerca de 3 mil agentes de inteligência artificial. De acordo com Egan, essas ferramentas ajudaram a reduzir em 40% o tempo necessário para entregar produtos. A meta agora é usar esse ganho de eficiência para acelerar lançamentos, melhorar a experiência dos clientes e viabilizar mercados que antes não poderiam ser criados.
“Para uma empresa como a B3, tecnologia não é mais uma função de suporte. É o negócio”, afirmou o executivo. Ele também destacou que julgamento, curiosidade, responsabilidade e talento continuam sendo atributos importantes, mesmo com o avanço da automação.
Operação além da bolsa
A atuação da B3 inclui serviços de dados e analytics. No primeiro semestre, a Trillia registrou quatro milhões de financiamentos de veículos. Egan afirmou que cerca de 10 milhões de negócios passam diariamente pelos mercados da companhia. A infraestrutura da B3 também reúne R$ 20 trilhões em instrumentos de balcão.
Segundo o CEO, a participação internacional já representa quase metade do volume negociado no mercado de ações brasileiro. No sentido inverso, investidores locais podem acessar pela B3 mais de 800 Brazilian Depositary Receipts (BDRs), que são recibos de ativos negociados no exterior, e mais de 300 fundos de índice (ETFs).
“Nossa missão é conectar o Brasil ao mundo e o mundo ao Brasil. Nas duas direções, ao mesmo tempo”, disse Egan.
Realizada de 14 a 16 de setembro, em São Paulo, a B3 Week 2026 reúne representantes do mercado de capitais brasileiro e de instituições internacionais. A programação inclui debates sobre economia, tendências globais, regulação, investimentos, dados e tecnologia, além da aproximação entre investidores estrangeiros e participantes da indústria financeira local.



