SÃO PAULO — Zema afirmou que o fim da taxação sobre produtos vendidos ao Brasil deveria ser estendido às empresas nacionais. Para o ex-governador de Minas Gerais, manter a isenção apenas para operações estrangeiras cria concorrência desleal com negócios que geram empregos e pagam impostos no país.
A declaração foi feita durante um encontro com representantes da União Santa Ifigênia, entidade que reúne comerciantes e empresários do varejo, no Centro de São Paulo. A conversa durou cerca de uma hora.
Após a reunião, Zema disse ser favorável ao fim da cobrança, mas criticou a falta de uma medida equivalente para empresários brasileiros. Na avaliação dele, a regra pode estimular empresas a fechar lojas ou operações de comércio eletrônico no país e passar a vender aos consumidores brasileiros a partir do exterior.
“Sou favorável [ao fim], mas deveria estender para quem gera imposto, para quem paga imposto aqui, para quem gera emprego”, afirmou Zema.
O ex-governador também criticou a forma como o atual governo trata empresários. Segundo ele, a atividade empresarial é apresentada como ligada à exploração, à sonegação de impostos e à destruição do meio ambiente.
A medida prevê ainda um mecanismo para avaliar os impactos econômicos da isenção sobre os setores produtivos brasileiros. O objetivo é criar uma forma de mitigação. Zema classificou a iniciativa como um “absurdo” e disse que a isonomia é fundamental.



