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Lito Sousa morre após 73 dias de tratamento para doença rara

Influenciador teve diagnóstico de câncer de próstata e, depois, de doença de Creutzfeldt-Jakob, cuja evolução foi rápida e irreversível.

Lito Sousa morre após 73 dias de tratamento para doença rara
Foto: Reprodução/Instagram

O influenciador Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito Sousa, morreu aos 59 anos após 73 dias entre tratamentos, internações e tentativas de acesso a alternativas experimentais contra a doença de Creutzfeldt-Jakob. A morte foi anunciada nesta quinta-feira (1°) pela esposa, a empresária Mila Seidl.

Lito era criador do canal Aviões e Músicas, no YouTube, que reúne mais de 4,2 milhões de seguidores. No Instagram, ele tinha outros 4 milhões. Ao todo, somava 8 milhões de seguidores nas redes sociais.

Diagnósticos e evolução do quadro

Em 20 de julho, Lito revelou que havia sido diagnosticado com câncer de próstata e que faria uma cirurgia. Na mesma época, também enfrentava inflamação do sistema nervoso central, com perda de parte dos movimentos e dormência no braço esquerdo.

Cerca de 20 dias antes, ele já sentia dormência no braço e perda de movimentos finos. O quadro levou a uma investigação médica. Depois, a família informou o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição rara e grave que pode causar perda de memória, dificuldade para andar e tremores, com progressão rápida.

A doença teve 547 casos confirmados no Brasil entre 2005 e 2021, conforme estudo do Ministério da Saúde. Em São Paulo, foram 202 registros no período. O estado liderava as confirmações no país, seguido por Minas Gerais e Paraná.

No dia 26 de agosto, Lito publicou um vídeo para explicar a situação aos seguidores enquanto ainda tinha condições cognitivas para falar sobre o diagnóstico. “Eu quis gravar esse vídeo enquanto eu ainda tenho cognição, porque eu não sei quanto tempo. Pode ser semanas, pode ser meses, não sei”, afirmou.

Busca por tratamento experimental

A família procurou estudos nos Estados Unidos e tentou incluir Lito em pesquisas clínicas. Foram identificados os estudos ION717, da Ionis Pharmaceuticals, e PRiSM, conduzido pelo Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT.

Em 25 de agosto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o Ministério da Saúde havia formalizado um pedido para incluir Lito na fase inicial do PRiSM. Ele foi colocado na lista para triagem, mas não havia vaga disponível. O estudo ION717 também não estava mais recrutando participantes e não oferecia o medicamento por acesso expandido.

Em 4 de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a importação do ALN-6457, substância experimental desenvolvida pela Regeneron Pharmaceuticals. O produto estava em estágio pré-clínico, não tinha registro comercial no Brasil nem representante legal no país.

O pedido foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo acompanhamento de Lito, depois que ele foi aceito no programa de uso compassivo. A Anvisa considerou a rápida evolução da doença e a ausência de outras alternativas terapêuticas disponíveis.

Transporte da substância

Com a piora do quadro, Lito deixou o atendimento em home care e voltou ao hospital. A substância chegou de Nova York ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na madrugada de 12 de setembro. Depois, foi transportada de helicóptero até o Hospital Israelita Albert Einstein.

Parte do produto saiu da Suíça no dia 10 e chegou ao Brasil no dia seguinte. Outra parte seria enviada em um voo comercial, mas o transporte foi afetado pelo cancelamento da viagem por um problema técnico. A família acionou parceiros da área de aviação e organizou a transferência por helicóptero.

Mila contou que a substância precisava ser administrada dentro de um intervalo limitado e que a família havia providenciado autorizações na Anvisa e na Receita Federal. A Polícia Federal também foi acionada para liberar a carga.

Em 14 de setembro, a esposa relatou os bastidores da operação e disse que o quadro de Lito estava estável. Depois, negou que ele tivesse apresentado melhora após receber a substância. “Não tem nenhuma melhora, gente. Zero. Não tem melhora. Tá? A situação continua complicada”, afirmou.

Na mensagem sobre a morte, Mila escreveu: “Um grande abraço e até o próximo voo. Foi uma honra ter viajado com você. Te amo. Sempre”. A família informou que os detalhes do velório e da despedida serão divulgados em breve e pediu respeito e privacidade.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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