O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin pediu neste sábado (5) ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná que responsabilize o ex-procurador da República Deltan Dallagnol pela violação de seu sigilo fiscal e bancário. Zanin também solicitou providências sobre o caso.
O pedido foi apresentado após a informação de que documentos fiscais e bancários relacionados ao ministro foram incluídos por Dallagnol no processo de registro de sua candidatura ao Senado Federal pelo partido Novo. Segundo Zanin, os documentos são protegidos por sigilo legal e processual.
Dallagnol afirmou nas redes sociais que entregou à Justiça do Paraná cópias integrais de procedimentos do Conselho Nacional do Ministério Público para responder às impugnações de sua candidatura. Entre os documentos, estava uma reclamação disciplinar apresentada por Zanin, quando ele representava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra Dallagnol e outros procuradores.
O ex-procurador disse que o procedimento tinha milhares de páginas e incluía os dados fiscais e bancários de Zanin, que era advogado de Lula na época. De acordo com Dallagnol, os documentos foram apresentados integralmente pelos advogados para evitar a omissão de informações que pudessem ser relevantes na análise do conteúdo.
Dallagnol também afirmou que as informações disponíveis no momento do registro são consideradas pela Justiça Eleitoral e que os dados eram necessários para a avaliação da elegibilidade. Ele negou que sua defesa tivesse a intenção de expor os dados de Zanin e disse que buscava exercer o direito político de candidatura.



