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Economia

Mulheres enfrentam barreiras extras para conquistar autonomia financeira

Desigualdade salarial, trabalho de cuidado e gastos familiares reduzem o tempo e o dinheiro disponíveis para investir e formar patrimônio.

Mulheres enfrentam barreiras extras para conquistar autonomia financeira

A autonomia financeira das mulheres avançou, mas ainda é afetada por desigualdade salarial, sobrecarga com o trabalho de cuidado, menos tempo disponível e barreiras culturais. Esses fatores ajudam a explicar por que elas acumulam menos patrimônio, mesmo com maior presença no mercado de trabalho e nas universidades.

Nana Lima, cofundadora da Think Eva, e Flávia Meireles, analista de Research da Ágora, discutiram os obstáculos à liberdade financeira feminina e os caminhos para ampliar o controle sobre o próprio dinheiro.

Educação financeira não explica tudo

A distância entre as mulheres e as finanças não se resume à falta de conhecimento. Durante muito tempo, elas enfrentaram restrições ao estudo, ao trabalho e ao acesso ao crédito. Ao mesmo tempo, o papel de provedor e de responsável pelo patrimônio foi associado aos homens.

Essa herança ainda influencia as decisões financeiras. Mesmo mulheres com boa renda e escolaridade podem se sentir inseguras para investir ou acreditar que precisam dominar o assunto antes de começar.

O tempo também pesa. Como as mulheres concentram grande parte dos afazeres domésticos e do cuidado com filhos e familiares, sobra menos espaço para investir na carreira, buscar renda adicional, estudar ou organizar as próprias finanças. A maternidade pode interromper ou desacelerar trajetórias profissionais, afetando salários, promoções e a capacidade de investir.

Gastos do cuidado afetam o orçamento

O estudo Elas Pagam a Conta, da Think Eva, aborda o chamado “Pix invisível”: despesas cotidianas ligadas ao cuidado, como remédios de familiares, lanches dos filhos, roupas das crianças e presentes de aniversário.

Separados, esses gastos parecem pequenos. Ao longo do mês, porém, podem consumir parte relevante da renda e diminuir o valor disponível para investimentos. O levantamento também questiona a ideia de que as mulheres se endividam por serem mais consumistas, ao relacionar parte dessas despesas à manutenção da casa e da família.

Para ampliar a autonomia, as participantes defendem mais conversa sobre salários, investimentos e patrimônio, além de maior disposição para negociar remuneração e desejar prosperidade sem culpa. Ganhar o próprio dinheiro é parte do processo, mas também é necessário entender como ele é administrado e participar das decisões sobre seu destino. Não é preciso ser especialista para investir, mas conhecer o básico evita terceirizar completamente as escolhas sobre o patrimônio.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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