O deputado federal Filipe Barros, candidato ao Senado pelo PL, responsabilizou Sérgio Moro e Deltan Dallagnol pelo fim da Operação Lava Jato em declarações feitas ao longo de 2021. Hoje, os três estão em campanha no Paraná: Barros e Dallagnol disputam uma vaga no Senado, enquanto Moro concorre ao governo estadual.
As críticas foram publicadas por Barros no X, antigo Twitter. Nas mensagens, ele associou o ex-juiz e o ex-promotor ao que classificava como lavajatismo e afirmou que os dois poderiam ter contribuído para o desgaste da operação.
Em fevereiro de 2021, o deputado escreveu que o movimento havia comprometido a confiança na Lava Jato e poderia provocar anulações. Na mesma época, também fez uma crítica direta a Moro e mencionou Rosângela, mulher do ex-juiz.
Em março, Barros afirmou: “mais fica claro o projeto político de conquista de poder do lavajatismo através da quebra do estado de direito”. A publicação relacionava mensagens divulgadas de procuradores a uma tentativa de alcançar poder político e acusava o grupo de abusos e de desvirtuamento das instituições.
No final de 2021, o deputado voltou ao assunto e declarou que “o que restava da credibilidade da Lava Jato foi para o ralo”. Na avaliação apresentada por ele, Moro e Dallagnol reforçavam a posição da esquerda.
Apesar do histórico de críticas, Barros passou a atuar politicamente ao lado dos dois no Paraná. Moro é candidato ao governo pelo PL, enquanto Dallagnol concorre ao Senado pelo Novo.



