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Política

Documento liga “Mário” à empresa americana do filme sobre Bolsonaro

Organograma apreendido pela Polícia Civil de São Paulo aponta um sócio não identificado na Go Up nos Estados Unidos.

Organograma coloca 'Mário' como sócio de produtora de 'Dark Horse' nos EUA

Um organograma apreendido pela Polícia Civil de São Paulo associa uma pessoa identificada apenas como Mário à Go Up Entertainment nos Estados Unidos, produtora do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL). O documento faz parte do inquérito da Operação Wi-Fi Livre SP.

A empresa é formalmente controlada no Brasil por Karina, que também preside o ICB (Instituto Conhecer Brasil). O instituto firmou com a Prefeitura de São Paulo um contrato de mais de R$ 100 milhões para instalar e manter pontos de wi-fi. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos desse acordo.

O organograma

No desenho, “GOUP BR” aparece conectado a “GOUP USA”. Abaixo da empresa americana, há uma seta para a anotação “sócio Mário”. O papel também cita Karina, o ICB, a Academia Nacional de Cultura, outra organização ligada a ela e termos como “contrato social”, “distribuição”, “lucro” e “eleição”.

Os autos não identificam o autor do organograma nem explicam onde ele foi produzido. O material foi encontrado entre documentos atribuídos ao “local 03”, durante o cumprimento de mandados em endereços de investigados. Em uma decisão judicial, o local três é relacionado a um endereço de Karina no Jardim Maracanã, na Brasilândia, zona norte de São Paulo.

O sobrenome de Mário não aparece no documento. Mário Frias (PL-SP), deputado federal e roteirista de “Dark Horse”, tem relações documentadas com o filme e com o ICB. O ministro Flávio Dino mencionou a hipótese de que Frias teria papel de liderança na investigação e afirmou, no despacho sobre o fim do sigilo, que o político seria participante da estrutura financeira do filme. O inquérito também registra movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada dele.

Oficialmente, Michael Davis aparece como sócio da Go Up nos Estados Unidos. Frias destinou emendas ao ICB e contratou, em sua campanha eleitoral de 2022, outra empresa controlada pela produtora. Ele também escreveu o roteiro do longa. Até o momento indicado nos autos, não havia resposta dele sobre a investigação.

Outro documento do inquérito é um recibo que registra o pagamento de R$ 7.700 feito por Mário Luis Frias à Complexys, em dezembro de 2025, pelo licenciamento de um sistema de “CRM político”. A empresa era subcontratada pelo ICB no contrato de wi-fi e também prestou serviços ao gabinete do deputado.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal depois que Flávio Dino passou a conduzir a apuração sobre emendas destinadas ao ICB. Há ainda uma investigação que examina possíveis desvios relacionados a transferências feitas por Daniel Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos que supostamente financiaria o filme. Gravações também registraram um pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro a Vorcaro para a produção.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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