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Política

Justiça Eleitoral manda Fiep preservar documentos em ação contra chapa de Moro

Medida foi tomada após pedido do PSD, que acusa Sergio Moro e Edson Vasconcelos de abuso de poder econômico.

PSD pede cassação da chapa de Sergio Moro por suposto abuso de poder econômico
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Justiça Eleitoral do Paraná determinou que a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) preserve documentos fiscais e contábeis relacionados a eventos institucionais, em uma ação que pede a cassação da chapa de Sergio Moro (PL) ao governo do Paraná. O pedido também envolve o candidato a vice-governador Edson José de Vasconcelos.

A decisão foi tomada pelo corregedor regional eleitoral, desembargador Fernando Prazeres, em 20 de setembro. Ele não antecipou uma conclusão sobre a acusação, mas considerou que os fatos apresentados pelo PSD podem, em tese, ser analisados como abuso de poder econômico. Também reconheceu a existência de elementos indicativos suficientes para a abertura de investigação judicial eleitoral.

A Fiep deverá preservar contratos, notas de empenho, comprovantes de pagamento e registros contábeis ligados aos Fóruns Regionais da Indústria, à Expo+Indústria e à Assembleia Geral Extraordinária. A entidade terá cinco dias, contados a partir da intimação, para informar à Justiça quais documentos foram mantidos. O descumprimento pode levar à aplicação de multa de 30 mil reais.

A ordem abrange os fóruns realizados em 2024 e 2025, a Expo+Indústria prevista para 2026 e a assembleia realizada em 26 de agosto deste ano.

Acusação apresentada pelo PSD

A ação sustenta que a estrutura da Fiep teria sido usada para ampliar a exposição pública de Moro e Vasconcelos. Segundo a acusação, Vasconcelos presidiu a federação até março de 2026, quando se licenciou para disputar a Vice-Governadoria na chapa de Moro.

O PSD afirma ainda que Moro participou de praticamente todos os Fóruns Regionais da Indústria realizados em 2025 como convidado de honra. Em alguns encontros, as falas do então senador teriam ultrapassado os temas ligados ao setor industrial e assumido conteúdo eleitoral.

A ação pede a cassação dos registros de candidatura ou, se os candidatos já tiverem sido diplomados, dos diplomas e mandatos. Também solicita a declaração de inelegibilidade por oito anos.

Defesa de Sergio Moro

Em nota divulgada em 22 de setembro, a defesa de Moro afirmou que o senador ainda não havia sido formalmente comunicado da ação. Segundo os advogados, a participação dele nos eventos ocorreu como senador pelo Paraná e autoridade convidada, sem vínculo com a Fiep.

A defesa declarou que, na época dos fóruns, Edson Vasconcelos não mantinha vínculo político com Moro nem era apresentado como possível candidato. Também afirmou que os encontros faziam parte da programação institucional da federação e reuniam representantes de diferentes setores e correntes políticas.

Por fim, os advogados disseram que o ajuizamento da ação não comprova as alegações nem antecipa a decisão da Justiça Eleitoral.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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