O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, pela análise conjunta dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça no plenário da Corte. Com o voto, a proposta passou a ter apoio de três ministros contra um.
Zanin acompanhou Gilmar Mendes e Flávio Dino. O presidente do STF, Edson Fachin, foi contrário e defendeu que os procedimentos sejam examinados separadamente, conforme o rito adotado na sessão.
Antes de detalhar sua posição, Zanin afirmou que o Supremo não deveria avançar sobre os fatos enquanto ainda existirem dúvidas sobre a regularidade dos atos que deram origem às apurações. “Não é possível deliberarmos sobre algo que está, digamos assim, ainda sujeito a verificação se esses atos foram praticados de forma legítima”, disse o ministro.
O que está em discussão
A proposta de reunir os casos foi apresentada por Gilmar Mendes e recebeu depois o apoio de Flávio Dino e Cristiano Zanin. A discussão envolve a possibilidade de o STF examinar na mesma sessão questões relacionadas às condutas atribuídas a Moraes e Mendonça no contexto das apurações ligadas ao caso Banco Master.
O placar de 3 a 1 trata apenas da questão preliminar sobre a condução dos processos. Portanto, não representa uma decisão sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.
A sessão analisa um relatório da Polícia Federal com mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os ministros discutem se os elementos apresentados justificam o avanço de uma investigação contra Moraes.
Moraes questiona a legalidade do procedimento e fez acusações contra Mendonça durante a sessão. Mendonça rejeitou as acusações. O episódio gerou discussões entre integrantes da Corte ao longo do julgamento.



