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Saúde

Cuidado no TEA deve combinar inovação, evidências e atenção à vida cotidiana

Gines Henrique Martines defende avaliações técnicas e integração entre saúde, educação, famílias e rede de apoio no cuidado do autismo.

Cuidado no TEA deve combinar inovação, evidências e atenção à vida cotidiana

O cuidado de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve priorizar intervenções avaliadas pela medicina baseada em evidências, além de considerar a rotina, a autonomia e a participação social dos pacientes. A avaliação é defendida por Gines Henrique Martines, superintendente de Saúde e Intercâmbio da Unimed do Brasil.

Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que uma em cada 36 crianças de oito anos recebeu o diagnóstico de TEA. No Brasil, a estimativa apresentada por Martines é de cerca de 5 milhões de pessoas com o transtorno. Para ele, esse cenário amplia a procura por diagnóstico precoce e por intervenções voltadas ao desenvolvimento, à autonomia e à qualidade de vida.

A multiplicação de abordagens terapêuticas exige critérios para verificar se cada intervenção é segura, eficaz e capaz de produzir benefícios reais. O autor afirma que inovação e ciência precisam caminhar juntas e que métodos sem validação científica sólida podem gerar incertezas sobre a efetividade e afastar pacientes de tratamentos já reconhecidos pela comunidade científica.

Cuidado além da terapia

A análise das intervenções, segundo Martines, deve envolver órgãos regulatórios e técnicos, sociedades científicas, conselhos profissionais e entidades responsáveis pela avaliação de tecnologias em saúde. Ele cita a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como uma das instituições que ajudam a estabelecer parâmetros para essa análise.

O acompanhamento do TEA é contínuo e envolve pacientes, famílias, profissionais de saúde, escolas e uma rede de apoio. Por isso, a rotina terapêutica deve ser equilibrada e individualizada, sem comprometer a convivência familiar, a socialização, a educação, a autonomia e a participação na sociedade.

Uma agenda excessivamente extensa de intervenções pode reduzir oportunidades de desenvolvimento e convívio quando não há equilíbrio. O objetivo, de acordo com o autor, deve ser ampliar as possibilidades e a qualidade de vida, e não transformar a terapia em um fim em si mesma.

Integração entre saúde e educação

As necessidades e os objetivos do cuidado mudam conforme a criança cresce. O acompanhamento deve incorporar aspectos ligados à aprendizagem, à autonomia, à convivência e à participação social, com integração entre diferentes áreas e profissionais.

Diretrizes clínicas claras e avaliações técnicas independentes podem oferecer uma base mais segura para decisões de profissionais, gestores, reguladores e famílias. Para Martines, garantir acesso a intervenções respaldadas por evidências contribui para proteger pacientes e famílias e para orientar a prática médica pelo melhor cuidado possível.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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