Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Brasil

Justiça do Paraná manda deputado excluir posts contra promotora de Londrina

Filipe Barros chamou Susana Lacerda de “desequilibrada” após ela encaminhar notícia-crime contra ele à Procuradoria-Geral da República.

Após chamar promotora de 'desequilibrada', deputado é obrigado a deletar post
Foto: Divulgação

A Justiça do Paraná determinou que o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) exclua de suas redes sociais publicações consideradas ofensivas contra Susana Lacerda, promotora da 4ª Promotoria de Justiça de Londrina. A decisão é liminar e foi tomada em uma ação de indenização por danos morais apresentada contra o parlamentar.

O juiz Jamil Riechi Filho afirmou que a liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não pode ser usada para desrespeitar direitos ou garantias individuais. A decisão obriga a retirada dos conteúdos publicados por Barros.

As declarações foram feitas depois que Lacerda encaminhou à Procuradoria-Geral da República uma notícia-crime envolvendo o deputado. Como Barros tem foro privilegiado, o caso só poderia ser investigado perante o Supremo Tribunal Federal.

Em uma publicação no Twitter, o parlamentar disse que Londrina sofria por causa dos “devaneios autoritários de uma promotora de justiça desequilibrada”. Ele também atribuiu à promotora o aumento dos moradores de rua, a ideologia de gênero nas escolas e o desemprego em massa.

O caso encaminhado à PGR estava relacionado à acusação de descumprimento de medidas sanitárias preventivas ao coronavírus. Barros havia liderado manifestações a favor do governo em Londrina, em 15 de março. O procedimento foi arquivado.

A Associação Paranaense do Ministério Público repudiou as declarações e afirmou que elas demonstravam desconhecimento das atribuições constitucionais e legais do Ministério Público.

Defesa do deputado

Barros declarou que não havia sido notificado sobre a ação e disse considerar que a iniciativa judicial representava uma tentativa de censura. Ele também afirmou que a promotora ignorava a imunidade parlamentar para expressar opiniões, garantida pela Constituição.

Na manifestação, o deputado sustentou que a reação de Lacerda à expressão “devaneios autoritários” comprovaria, na visão dele, os próprios devaneios que havia mencionado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.