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Abras diz que restrição às bets demorou e pede campanhas ao consumidor

Márcio Milan afirmou que as apostas disputam a renda das famílias e defendeu ações de conscientização além da proibição.

Abras diz que restrição às bets demorou e pede campanhas ao consumidor

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, afirmou que a decisão do governo federal de proibir apostas esportivas foi tardia diante dos efeitos sobre o orçamento e o consumo das famílias. Ele também defendeu campanhas de conscientização para acompanhar as restrições.

A declaração foi feita nesta quinta-feira, 1º de outubro, durante uma coletiva de imprensa. “Ao nosso ver, essa decisão do governo foi um pouco tardia”, disse Milan.

Segundo o executivo, a Abras começou há mais de um ano a alertar o governo sobre os impactos das apostas. A entidade defendia regras mais rígidas para a publicidade e a tributação, mas avalia que as medidas adotadas não foram suficientes para conter a prática.

Para Milan, as apostas competem com os recursos disponíveis das famílias. “No fundo, ela disputa a renda disponível das famílias”, afirmou.

A preocupação da Abras, conforme o vice-presidente, inclui riscos financeiros, sociais e de saúde, além dos efeitos sobre o consumo. Ele comparou a atuação do setor supermercadista, voltada à alimentação, à qualidade de vida e à saúde, com a possibilidade de as bets provocarem uma doença social.

Milan também disse que a proibição sozinha não resolve o problema e pode favorecer o mercado ilegal. Como alternativa, defendeu campanhas de conscientização semelhantes às ações antitabagismo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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