Um acordo entre acionistas da Yduqs e da Afya restringe a transferência de ações até a conclusão da combinação de negócios entre as empresas. O documento foi divulgado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também limita a redução das participações das famílias controladoras.
Na Yduqs, os acionistas signatários não poderão vender, transferir, penhorar ou alienar ações até a assembleia que analisará a operação. Depois de uma eventual aprovação e até o fechamento, Chaim Zaher e seus veículos de investimento — entre eles a NTCA Novos Negócios Educacionais e o fundo TCA 2 — ficarão impedidos de vender mais de 35% das ações que possuíam na data do acordo.
No mesmo intervalo, o Rose FIP, fundo por meio do qual a Advent mantém participação na Yduqs, não poderá transferir suas ações. Os papéis da companhia são negociados sob o código YDUQ3.
Na Afya, os signatários também não poderão transferir ações até a assembleia que deliberará sobre a transação. Se os acionistas aprovarem a operação, a Bertelsmann ficará impedida de transferir sua participação até o fechamento.
Nicolau Carvalho Esteves e a NRE Capital Ventures, ligada à família Esteves, poderão vender, no máximo, 35% das ações da Afya que a família detinha na data do acordo. A companhia é negociada sob o código A2FY34.
Exceções e compromisso de voto
O acordo permite transferências para subsidiárias integralmente controladas. Também autoriza, no caso das famílias, movimentações entre seus próprios membros. Em ambas as situações, quem receber as ações deverá aderir ao acordo e assumir as obrigações previstas.
O documento ainda impede que os acionistas tentem contornar as regras transferindo ações para veículos de investimento e depois vendendo participações nesses veículos. Caso isso ocorra, a operação poderá ser considerada nula e não será registrada.
Além das limitações para venda ou transferência, os acionistas se comprometeram a não conceder procurações nem firmar acordos de voto incompatíveis com o compromisso de aprovar a transação.


