O bitcoin recuava 0,97% e era negociado a US$ 78.474,00 nesta terça-feira (8), por volta das 16h30 (em Brasília), conforme a plataforma Binance. O movimento ocorria em meio à cautela com a trajetória dos juros do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, e à alta do petróleo, cujo barril de Brent se aproximava de US$ 100.
O ethereum também operava em queda, de 0,26%, a US$ 2.485,96. Na ausência de novos fatores de impulso, os dados de inflação dos Estados Unidos previstos para a semana aparecem como referência para o rumo dos preços das criptomoedas.
Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, afirmou que o bitcoin segue sustentado na faixa de US$ 77 mil, mas ainda não conseguiu romper a resistência entre US$ 82 mil e US$ 83 mil. Com isso, a cotação permanece dentro desse intervalo.
A movimentação também favoreceu uma rotação entre ativos do mercado cripto. A participação do bitcoin no total do mercado caiu de 60,4% para 59,4%. Entre as criptomoedas de média capitalização, Arbitru acumulava alta superior a 50% em 7 dias, enquanto a Uniswap avançava mais de 21% no mesmo período.
Fontes avaliou que parte dos preços ainda refletia o cenário da sexta-feira (4), marcado por emprego forte, expectativa maior de alta dos juros e pressão renovada do petróleo. Ele também disse que os ETFs continuam registrando uma demanda mais forte do que nos últimos meses.
Para o analista, o principal risco está no ambiente macroeconômico. O emprego forte e o petróleo acima de US$ 100 elevaram novamente a possibilidade de alta dos juros em setembro. Nesse cenário, o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, conhecido pela sigla CPI, previsto para sexta-feira, é apontado como o principal gatilho da semana.



