A dívida bruta do Brasil alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, informou o Banco Central nesta quarta-feira (30). O indicador avançou 0,3 ponto percentual no mês e chegou ao maior nível em cinco anos.
O cálculo inclui o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos estaduais e municipais. A relação entre a dívida e o PIB é usada para avaliar a sustentabilidade do endividamento público.
Desde dezembro de 2022, quando a dívida bruta correspondia a 71,68% do PIB, o indicador subiu mais de 11 pontos percentuais. No acumulado deste ano, o aumento é de 4,2 pontos percentuais.
O Banco Central informou que a alta foi influenciada principalmente pelos gastos com juros. A taxa básica de juros, a Selic, está fixada em 13,75% ao ano e permanece em dois dígitos.
A dívida líquida, que desconta os ativos do governo, aumentou 0,1 ponto percentual em agosto e chegou a 69,3% do PIB, com saldo de R$ 9,2 trilhões. No acumulado do ano, a elevação foi de 4 pontos percentuais.
Resultado das contas públicas
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto. O resultado reúne as contas do Governo Central — formado por Tesouro, Banco Central e Previdência Social —, dos governos estaduais e municipais e das empresas estatais, com exceção da Petrobras e dos bancos públicos.
O Governo Central teve déficit de R$ 14,7 bilhões. Estados e municípios registraram superávit de R$ 2,7 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram resultado positivo de R$ 2 bilhões.



