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Economia

Renda de R$ 20 mil por mês exige até R$ 8 milhões investidos

Estimativas variam conforme a retirada anual, a preservação do patrimônio e a permanência dos juros em níveis elevados.

Renda de R$ 20 mil por mês exige até R$ 8 milhões investidos

Para obter uma renda mensal de R$ 20 mil sem depender do trabalho, o patrimônio investido estimado fica entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões, em uma estratégia que busca preservar o poder de compra. Para rendas de R$ 30 mil e R$ 50 mil, as faixas sobem para R$ 9 milhões a R$ 12 milhões e R$ 15 milhões a R$ 20 milhões, respectivamente.

A referência usada por especialistas é uma retirada anual entre 3% e 4% do patrimônio. Com uma retirada de 4%, cada R$ 1 mil de renda mensal exige R$ 300 mil investidos. Se a margem cair para 3%, são necessários R$ 400 mil para a mesma renda.

O que muda com os juros

A Selic em 13,75% ao ano reduz, no curto prazo, o valor necessário para gerar a mesma renda. Em uma aplicação tributável que acompanhasse a taxa básica, o retorno líquido anual seria de 11,69% do capital após o Imposto de Renda de 15%.

Nessa hipótese, R$ 2,05 milhões seriam suficientes para produzir o equivalente a R$ 20 mil líquidos por mês. A renda de R$ 30 mil exigiria R$ 3,08 milhões, enquanto R$ 50 mil dependeriam de aproximadamente R$ 5,13 milhões. O cálculo pressupõe a manutenção dos juros em 13,75% e não inclui taxas específicas dos produtos.

A diferença entre essa conta e a estimativa conservadora ocorre porque a primeira permite consumir todo o rendimento nominal, inclusive a parcela que repõe a inflação. Já a segunda considera uma retirada anual de 4% para tentar preservar o poder de compra do patrimônio.

Diversificação e prazo

Renata Barreto, CEO da AMB Multy Family Office e sócia da Faz Capital, recomenda uma premissa de retorno real entre IPCA+3% e IPCA+4%, conforme o perfil do investidor. A carteira pode combinar títulos atrelados ao IPCA, aplicações pós-fixadas para o curto prazo e ativos de outras classes e moedas.

Jean Pierre Barnier, consultor especialista da Eleva Invest, usa como referência um retorno real líquido de 4% ao ano. Nessa condição, R$ 1 milhão geraria cerca de R$ 40 mil anuais acima da inflação, pouco menos de R$ 3,4 mil por mês.

A regularidade dos resultados também pesa. Durante a acumulação, novos aportes podem compensar um ano ruim. Na fase em que a carteira paga as despesas, uma perda no começo pode levar à venda de ativos em um momento desfavorável e reduzir o capital disponível para a recuperação.

O cálculo individual depende ainda da idade, do período de uso dos investimentos, dos custos da carteira e das despesas extraordinárias. A casa, o automóvel e outros bens ficam fora da conta quando não geram os rendimentos usados para pagar as despesas.

Bruna Centeno, economista, sócia e advisor da Blue3 Investimentos, alerta que os juros atuais não devem ser tratados como uma renda permanente. Se todo o retorno for consumido, o patrimônio pode manter o mesmo valor nominal, mas perder poder de compra ao longo do tempo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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