A dívida pública federal atingiu R$ 9,29 trilhões em agosto, com alta de 0,04% em relação a julho. No mesmo período, a parcela formada por títulos com remuneração vinculada à taxa Selic avançou de 51,11% para 52,74%, o maior nível da série histórica.
Os dados estão em relatório do Tesouro Nacional divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Fazenda. Com o resultado, mais da metade da dívida pública federal passou a estar sujeita à variação da taxa básica de juros.
A participação desses títulos vinha aumentando pelo segundo mês seguido. Em junho, eles representavam 49,32% da dívida. Em julho, chegaram a 51,11%. No início deste ano, o percentual havia alcançado o maior patamar desde outubro de 2005, próximo do pico de janeiro de 2026, quando ficou em 49,42%.
Projeção para o fim do ano
No fim de agosto, o Tesouro revisou o plano de gestão da dívida pública. A previsão para a participação dos títulos atrelados à Selic ao fim deste ano passou a ser de 49% a 53%. Antes, a faixa estimada era de 46% a 50%.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna teve redução de 0,05% no estoque, influenciada por um resgate líquido de R$ 83,90 bilhões. Esse resultado foi parcialmente compensado pela alta de juros, que somou R$ 79,66 bilhões.
A Dívida Pública Federal externa cresceu 2,41% em agosto e chegou a R$ 348 bilhões. Já os títulos corrigidos pelo IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, reduziram sua participação de 26,02%, em julho, para 23,22% em agosto.
Entre os detentores da dívida interna, as instituições financeiras concentravam estoque de R$ 2,79 trilhões. Os não residentes elevaram o estoque em R$ 7,22 bilhões e encerraram o mês com participação de 9,91%.



