O patrimônio dos fundos de índice (ETFs) no Brasil passou de R$ 130 bilhões em julho para R$ 137 bilhões em agosto, segundo boletim da B3. O valor representa alta de 110% em relação aos R$ 65 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. O volume mensal de negócios foi de R$ 1,6 bilhão.
A indústria brasileira de ETFs completa 22 anos desde o lançamento do PIBB11, o primeiro fundo desse tipo no país. O mercado já supera 190 fundos listados e oferece produtos com diversificação e custos mais baixos.
Perfil dos investidores
Dos R$ 137 bilhões em patrimônio, 58,1% estão nas mãos de investidores institucionais e 29,1% pertencem a pessoas físicas. O número total de investidores subiu de 891 mil em julho para 914 mil em agosto.
O BOVA11 liderou as negociações no mês, com 41,51% do total. Na sequência apareceram o SMAL11, com 11,92%, e o BOV11, com 6,45%.
BDRs de ETFs
O volume negociado de BDRs de ETFs caiu de R$ 1,155 bilhão em julho para R$ 949 milhões em agosto. Esses títulos são emitidos no Brasil e representam ações de empresas estrangeiras. O estoque de BDRs de ETFs com posição em custódia no mercado de Bolsa somou R$ 5,25 bilhões.
Mesmo com a queda no volume, o número de investidores avançou de 59,4 mil para 60,4 mil no período. Os investidores institucionais concentravam 68,8% das posições em custódia, enquanto as pessoas físicas respondiam por cerca de 26,5%.
Entre os BDRs de ETFs mais negociados em agosto, o iShares 7-10 Year Treasury Bond ETF (BIYT39) representou 10% do total. O iShares Silver Trust (BSLV39) e o iShares Gold Trust (BIAU39) responderam, cada um, por 8%.



