SERRA DO SALITRE — A EuroChem vai suspender temporariamente os contratos de trabalho de cerca de 450 funcionários no Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O layoff começa em 1º de outubro e atingirá aproximadamente metade dos trabalhadores da Salitre Fertilizantes, subsidiária brasileira do grupo.
A medida foi aprovada na semana passada pelos empregados e terá duração mínima de três meses. O prazo poderá ser estendido por até cinco meses, conforme o cenário do setor de fertilizantes. A empresa também vai redimensionar a produção no complexo.
Durante o período de suspensão, os participantes continuarão vinculados à EuroChem e manterão os benefícios. Eles ainda dedicarão parte do tempo a cursos de qualificação profissional. Para a companhia, a capacitação é um dos pontos centrais do acordo e deve preparar as equipes para a retomada completa das atividades.
Motivos e expectativa de retomada
A EuroChem relaciona a decisão às dificuldades enfrentadas pelo setor, que incluem condições de mercado, competitividade, custos de produção e disponibilidade de matérias-primas estratégicas, como o enxofre. A companhia também cita os custos elevados da produção de fertilizantes fosfatados no Brasil.
A expectativa é retomar o ritmo pleno de operação quando houver melhora no mercado de fertilizantes e no cenário do setor. Em nota, a empresa afirmou que o layoff faz parte de uma estratégia para preservar empregos e assegurar a continuidade da operação.
“A empresa segue articulada com entidades representativas do setor e com órgãos de governo na busca por alternativas que sustentem a competitividade da produção no País”, afirmou a EuroChem.
Sindicato vê acordo como alternativa
O Sindicato Metabase participou da construção do acordo coletivo. Para o presidente da entidade, José Jorge de Oliveira, a medida representa uma conquista para os trabalhadores e suas famílias diante do risco de demissões em massa.
Segundo Oliveira, o objetivo foi preservar postos de trabalho e reduzir os impactos sociais do momento vivido pelo setor. O sindicato informou que continuará acompanhando a situação e defendendo a negociação coletiva, os empregos e os direitos da categoria.
“A prioridade do Sindicato sempre foi preservar empregos, proteger as famílias e garantir dignidade aos trabalhadores”, disse o presidente.



