A expectativa de receita com o Semavy levou o Itaú BBA a revisar para cima a avaliação da Hypera (HYPE3). O banco passou o preço-alvo da ação para R$ 33 até o fim de 2027, contra R$ 32 no fim de 2026, e manteve a recomendação de compra.
O potencial indicado pelo novo preço-alvo é de 45% em relação ao fechamento da sexta-feira (11). Para os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amancio, a empresa combina resiliência no negócio farmacêutico, melhora na conversão de caixa e valuation baixo.
A ação ficou cerca de 8 pontos porcentuais atrás do Ibovespa no último mês e é negociada a 8 vezes o preço sobre o lucro estimado para 2027, de acordo com a análise do banco.
Perspectivas para o Semavy
O Semavy é uma caneta emagrecedora à base de semaglutida, hormônio produzido naturalmente pelo intestino após as refeições. A Hypera planeja lançar o produto, que deve ganhar relevância a partir de setembro e pode acelerar o crescimento da receita.
O Itaú BBA considera construtivos os primeiros sinais do mercado para produtos recém-registrados. Na avaliação do banco, a adoção pode aumentar com a promoção do medicamento entre diferentes especialidades médicas. A instituição também afirma que descontos nos preços efetivos podem ter contribuído para a demanda inicial.
A Hypera fez um pedido inicial de 400 mil canetas de Semavy. Para o banco, esse volume pode gerar receita incremental relevante no curto prazo. Ainda assim, o relatório ressalta que é cedo para calcular o tamanho desse impacto.
Caixa e resultado operacional
As estimativas para a receita do negócio principal, sem considerar o GLP-1, permaneceram praticamente inalteradas. O banco espera crescimento de sell-out entre 7% e 8%, apoiado pela demanda por dermocosméticos, que compensou um desempenho mais fraco em produtos para gripe e resfriado.
A contribuição do Semavy para o Ebitda deve ser limitada no começo, segundo o Itaú BBA, devido ao aumento das despesas de marketing e dos investimentos para divulgar o produto. A projeção para o Ebitda do terceiro trimestre foi mantida em R$ 800 milhões, com dinâmica semelhante esperada no quarto trimestre.
Para 2026, o banco estima geração de caixa livre ao acionista de R$ 1,1 bilhão. A melhora do caixa e a redução da alavancagem, afirma o Itaú BBA, podem sustentar o crescimento do lucro por ação. A análise considera favorável a relação entre risco e retorno mesmo sem incluir o potencial adicional do GLP-1.



