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Economia

Investigação mira ex-diretor do Banco Genial; Receita diz que clientes não são alvo

Operação apura suspeitas ligadas à compra de uma distribuidora de combustíveis e envolve estruturas financeiras e empresas.

Investigação mira ex-diretor do Banco Genial; Receita diz que clientes não são alvo
Foto: Divulgação/Genial Investimentos

O Banco Genial voltou a ser citado em uma investigação nesta quinta-feira (24), depois que Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-sócio e ex-diretor da instituição, se tornou alvo da Operação Crédito Oculto. A apuração trata de um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à compra de uma distribuidora de combustíveis.

A Receita Federal afirma que os recursos dos clientes do banco não fazem parte do esquema investigado. A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Receita e outros órgãos.

Mandados de busca e apreensão são cumpridos contra pessoas e empresas em sete Estados. De acordo com a Receita, os investigadores analisam estruturas financeiras e de investimento que poderiam ter sido usadas para esconder patrimônio, dificultar a identificação da origem do dinheiro e permitir a compra da distribuidora. Uma dessas estruturas teria movimentado cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

O que diz o Banco Genial

Em posicionamento divulgado nesta quinta-feira, o banco informou que Tupinambá deixou de ser sócio e diretor em maio de 2026, quando foi destituído. A instituição também disse ter aberto uma investigação interna, revisado procedimentos de governança ligados a operações de crédito e afastado o executivo das decisões relacionadas antes da destituição.

O Genial afirmou ainda que entregou ao Gaeco informações sobre operações envolvendo o Fundo Radford, as empresas Berna e Branson Holdings, e comunicou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Depois da Operação Carbono Oculto, o banco renunciou à administração do Radford e declarou que continua colaborando com as autoridades.

Relação com os fundos

Segundo a Receita Federal, a estrutura investigada reunia banco, fundos de investimento, escritório de advocacia, holdings, empresas patrimoniais e empresas de fachada. A suspeita é que esses instrumentos tenham sido organizados para esconder quem financiou a operação e quem seriam seus beneficiários.

O caso envolve o Radford Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado. Conforme informações apresentadas pelo próprio Genial ao Gaeco, o fundo passou à administração e à custódia do banco em 2024 e tinha a Usina Itajobi como cotista.

A existência da operação, por si só, não indica que os recursos dos clientes serão bloqueados ou que haverá perda automática para investidores. A investigação concentra-se em pessoas e empresas específicas, e a Receita afirma que o dinheiro dos clientes não está envolvido.

O que observar

O tratamento depende do tipo de produto. CDBs, LCIs, LCAs e outros instrumentos elegíveis podem ter cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), conforme os limites e as regras aplicáveis. Ações, cotas de fundos, títulos públicos e outros ativos não contam com essa proteção, mas têm regras próprias de registro e segregação patrimonial.

Entre os pontos a acompanhar estão eventuais bloqueios ou indisponibilidade de ativos, manifestações do Banco Central, da CVM, do Coaf ou de outros reguladores, além de mudanças na administração, no controle ou na estrutura de capital do banco. Também devem ser observadas alterações na situação dos fundos administrados ou custodiados pelo Genial e eventual ampliação da investigação para outras áreas ou produtos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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