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Economia

Maria Homem defende liderança baseada em saúde mental e escuta

Psicanalista afirma que crises socioambientais e adoecimento psíquico já são centrais para a estratégia das organizações.

Maria Homem defende liderança baseada em saúde mental e escuta

A psicanalista, pesquisadora e escritora Maria Homem defende que as empresas precisam substituir o modelo tradicional de liderança por uma gestão baseada em saúde mental, escuta e capacidade de convivência. A avaliação está no livro “Procura-se uma Nova Liderança para um Novo Tempo”, lançado em Belo Horizonte.

Para Maria, a combinação de crises climáticas, instabilidade geopolítica, avanço da inteligência artificial e aumento do sofrimento psíquico mudou o modo como as organizações devem liderar. Os desafios socioambientais e a saúde mental, segundo ela, deixaram de ser temas secundários de responsabilidade social corporativa e passaram a ocupar o centro da viabilidade dos negócios e da sobrevivência institucional.

O impacto das crises nas organizações

A escritora afirma que pessoas, famílias, instituições, mercados, governos e estruturas do Estado enfrentam sinais de sofrimento, esgotamento e crise. Ela relaciona esse cenário ao conceito de policrise ou crises sistêmicas.

Entre os exemplos, Maria cita a ecoansiedade, descrita como o mal-estar provocado pela percepção de que o planeta pode ser destruído e de que o ambiente em que as pessoas vivem não é sustentável. Secas, enchentes históricas, o fenômeno El Niño e outros extremos climáticos, segundo ela, ampliam a sensação de perda de controle, que também se reflete nas organizações.

No ambiente corporativo, a liderança tradicional teria sido formada para reprimir a subjetividade e os afetos. A psicanalista aponta como sinais desse esgotamento a solidão de quem ocupa posições de comando, os conflitos nas equipes e o despreparo em competências socioemocionais. Ela também relaciona os riscos psicossociais ao absenteísmo, à perda de produtividade e ao turnover.

Maria resume que o mercado costuma contratar pelo currículo técnico, mas demitir pela falta de inteligência emocional e relacional. Com a inteligência artificial executando tarefas técnicas, ela considera que o diferencial humano estará na maturidade psíquica, na criatividade, no trato interpessoal e na capacidade de sustentar ações coletivas.

Mulheres e diversidade na nova gestão

Na avaliação da escritora, as mulheres terão papel predominante na transformação da cultura de gestão. Ela atribui isso ao histórico de maior contato com a escuta, o autoconhecimento, a análise e a vulnerabilidade como ferramenta de mudança.

Maria também afirma que diferenças geracionais, de gênero, raça e origem não devem ser tratadas como problemas. Para ela, o contato com pessoas de realidades diversas pode estimular novos insights, inovação e a criação de produtos e processos.

A nova cultura de gestão, segundo a psicanalista, exige tempo para contato e escuta real, com espaço para elaboração psíquica, autoconhecimento e aprendizado. Ela cita a nova NR-1 e a necessidade de medir a saúde mental como sinais de que o adoecimento chegou a um limite.

O princípio ético dessa mudança, afirma Maria, não deve ser o lucro pelo lucro. A proposta é priorizar a saúde do ecossistema social e mental e distribuir riquezas para gerar bem-estar para o maior número de pessoas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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