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Economia

Portabilidade permite trocar plano de previdência sem pagar Imposto de Renda

Investidor pode migrar recursos entre planos da mesma modalidade, desde que respeite a carência e avalie custos, desempenho e estratégia.

Portabilidade permite trocar plano de previdência sem pagar Imposto de Renda
Foto: Adobe Stock

A portabilidade permite transferir recursos de um plano de previdência privada para outro sem resgatar o dinheiro e sem pagar Imposto de Renda (IR). A troca pode ocorrer dentro da mesma instituição financeira ou entre empresas diferentes.

Quando considerar a mudança

A decisão pode ser avaliada quando as taxas são altas, o desempenho fica abaixo do esperado ou a estratégia deixa de combinar com os objetivos do investidor. Bruna Pacheco, sócia da GT Capital, afirma que a previdência precisa ser revisada conforme mudam o perfil, as necessidades e os planos para a aposentadoria.

Um levantamento elaborado por Victor Garrido mostra o impacto das taxas no longo prazo. Em uma simulação de 30 anos, a diferença entre uma cobrança de 0,5% e outra de 2% ao ano reduziu o saldo final em R$ 1,52 milhão. O cálculo partiu de um patrimônio inicial de R$ 500 mil, aportes mensais de R$ 5 mil e retorno bruto real constante de 5% ao ano.

Nesse cenário, o saldo estimado chegou a R$ 5,58 milhões com taxa de 0,5% ao ano e a R$ 4,06 milhões com cobrança de 2% ao ano. O estudo analisou 136 fundos classificados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) como Previdência Renda Fixa Duração Baixa.

Matheus Villela, analista da Aware Investments, recomenda observar três aspectos antes da mudança: custo, desempenho e adequação da estratégia. Fundos com taxas elevadas e retorno incompatível devem ser reavaliados, assim como estratégias que ficam abaixo do indicador de referência ou de fundos com risco semelhante.

A comparação deve considerar o prazo de cada classe de ativo. Fundos de renda variável e multimercados, por exemplo, exigem uma análise mais longa do que estratégias conservadoras. Também é necessário verificar se o plano acompanha a mudança no grau de tolerância a risco ao longo da vida.

Villela alerta que a portabilidade não deve ser usada apenas como reação a oscilações recentes. A avaliação deve buscar uma combinação mais adequada de custo, qualidade de gestão, risco e horizonte de investimento.

Como fazer a portabilidade

A transferência precisa respeitar a modalidade do plano. Recursos de um Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) só podem ir para outro PGBL. O mesmo vale para o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que deve ser transferido para outro VGBL.

Também é preciso cumprir o prazo de carência: o dinheiro deve permanecer no plano por pelo menos 60 dias antes da transferência. O primeiro passo é solicitar um extrato atualizado, com informações sobre saldo, taxas, modalidade e regime tributário. Depois, o investidor deve comparar as opções e escolher o plano de destino.

Na portabilidade interna, o pedido é feito à instituição responsável pelo plano atual. Na externa, a instituição do plano de destino conduz o processo e informa quais documentos são necessários. Depois da autorização, os recursos são transferidos diretamente. Ao final, é importante confirmar o recebimento, conferir os valores e verificar a alocação no novo plano.

Tributação durante a transferência

A operação não gera cobrança de IR porque não há resgate do capital nem entrada do dinheiro na conta corrente do investidor. Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP, explica que a transferência direta entre planos não é considerada fato gerador do imposto.

Na migração entre planos que seguem o regime de tributação regressiva, o tempo acumulado no plano anterior continua valendo. A contagem para a redução da alíquota prossegue sem ser reiniciada.

A previdência também pode seguir o regime progressivo, em que a alíquota aumenta conforme o valor resgatado ou a renda recebida. No regime regressivo, a alíquota diminui conforme o tempo de investimento e pode chegar ao mínimo de 10% para aplicações acima de 10 anos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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