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Economia

Petrobras lidera cobertura financeira entre as maiores devedoras da B3

Levantamento mostra que a cobertura mediana das dez maiores devedoras caiu para 1,13 vez em junho de 2026.

Petrobras lidera cobertura financeira entre as maiores devedoras da B3
Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A Petrobras apresentou a maior cobertura financeira entre as dez empresas com maior dívida bruta da B3, com índice de 20,81 vezes. A Vale ficou em seguida, com 4,16 vezes. Os dados são de levantamento da Elos Ayta com 304 companhias não financeiras listadas na bolsa.

Apesar de ter a maior dívida bruta da amostra, de R$ 366,5 bilhões, a Petrobras gerava EBITDA suficiente para superar com ampla margem suas despesas financeiras. A empresa concentrava aproximadamente 14% da dívida total das companhias analisadas.

Diferença entre as maiores devedoras e o mercado

As dez empresas mais endividadas somavam R$ 1,076 trilhão em passivos ao fim de junho de 2026. O valor correspondia a 41,9% dos R$ 2,569 trilhões registrados pelas 304 companhias não financeiras.

A mediana da relação entre EBITDA e despesas financeiras brutas dessas dez empresas era de 1,13 vez. No conjunto da amostra, o indicador chegava a 1,69 vez. Na prática, a empresa mediana entre as maiores devedoras gerava R$ 1,13 de EBITDA para cada R$ 1,00 de despesa financeira, enquanto a mediana geral gerava R$ 1,69 para o mesmo encargo.

Cinco empresas estavam no limite de uma vez ou abaixo dele: Raízen, Cosan, Marfrig, Equatorial e Axia Energia. A Raízen registrou o menor índice, de 0,14 vez. A cobertura ficou em 0,43 vez na Cosan, 0,68 na Marfrig e 0,93 na Equatorial. Na Axia Energia, o indicador foi de uma vez.

Uma relação inferior a uma vez indica que o EBITDA acumulado em 12 meses não cobriu as despesas financeiras brutas do período. O índice, isoladamente, não permite concluir que haja incapacidade de pagamento ou risco de inadimplência. A análise também pode considerar caixa disponível, receitas financeiras, venda de ativos, refinanciamentos e outras fontes de recursos.

Queda da cobertura em 12 meses

Entre junho de 2025 e junho de 2026, a cobertura mediana das dez maiores devedoras recuou de 1,25 vez para 1,13 vez, enquanto a dívida bruta do grupo avançou 1,9%. No conjunto das 304 empresas, o indicador caiu de 1,76 para 1,69 vez, e a dívida total cresceu 6,3% em 12 meses.

A participação das dez maiores no total analisado diminuiu de 43,7% para 41,9%. Entre as trajetórias individuais, a Equatorial aumentou a dívida em aproximadamente 15% e viu a cobertura cair de 1,22 para 0,93 vez. Na JBS, o endividamento subiu cerca de 10%, enquanto o indicador passou de 3,86 para 2,26 vezes.

A Raízen teve a maior redução da cobertura, de 0,75 para 0,14 vez. Já a Suzano elevou o índice de 1,16 para 3,07 vezes, mantendo uma dívida próxima de R$ 93 bilhões.

Metodologia

O levantamento foi calculado pela Elos Ayta com base nas Demonstrações Financeiras Padronizadas e nas Informações Trimestrais divulgadas pelas empresas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A cobertura financeira é obtida pela divisão do EBITDA acumulado em 12 meses pelas despesas financeiras brutas do mesmo período.

A dívida bruta corresponde aos valores consolidados dos demonstrativos. O EBITDA foi calculado a partir de rubricas contábeis padronizadas, por isso pode diferir do EBITDA ou do EBITDA ajustado divulgado pelas próprias companhias.

A relação entre EBITDA e despesas financeiras não deve ser interpretada como uma medida direta do custo da Selic. As empresas podem ter dívidas no exterior, em diferentes moedas, prefixadas, de longo prazo ou ligadas a outros referenciais. A avaliação também deve considerar caixa, dívida líquida, vencimentos, moedas, indexadores e instrumentos de proteção.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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