Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Economia

UBS vê Bolsa brasileira descontada e favorecida por petróleo mais caro

Banco mantém visão favorável para ações brasileiras, apesar da possibilidade de juros elevados por mais tempo e da alta dos juros nos EUA.

UBS vê Bolsa brasileira descontada e favorecida por petróleo mais caro
Foto: Adobe Stock

O UBS mantém uma visão favorável para a Bolsa brasileira, mesmo com a perspectiva de juros elevados por mais tempo. Na avaliação do banco, as ações do país estão com desconto acentuado e podem se sair melhor do que outros mercados emergentes caso o petróleo continue subindo.

A alta dos juros americanos ainda é vista como um obstáculo para bolsas emergentes, mas o impacto tende a ser menor do que no passado. Para o UBS, mercados podem absorver taxas mais altas enquanto o crescimento econômico permanecer saudável. Os analistas Sunil Tirumalai, Karen Hizon e Kruti Shah afirmam que, nesse cenário, a pressão dos juros deve ser administrável.

Juros e desempenho dos emergentes

O banco destaca a relação entre o retorno esperado das ações e o rendimento dos títulos de dívida. Nos mercados emergentes, essa diferença voltou para níveis próximos das médias históricas. Nos Estados Unidos, por outro lado, ela está mais apertada.

O relatório também aponta que os rendimentos reais dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos continuam em máximas de várias décadas. O aperto monetário do Federal Reserve e o risco de uma nova alta do petróleo voltaram a pressionar as discussões sobre o desempenho das bolsas.

Na análise dos ciclos de aperto do Federal Reserve dos últimos 30 anos, os mercados emergentes costumam ficar atrás do mercado americano antes do primeiro aumento de juros. Depois de alguns meses, porém, o desempenho relativo tende a melhorar e pode haver alguma superação. Historicamente, setores ligados a commodities costumam se beneficiar após o início das altas, enquanto tecnologia tende a ficar para trás.

O UBS afirma que o principal canal de transmissão para as ações emergentes é o mercado de renda fixa, especialmente os juros de 10 anos. Em uma janela de 20 anos, as expectativas de inflação dos EUA tiveram impacto relevante sobre os retornos dos emergentes, enquanto os juros reais exerceram influência menor.

No período pós-Covid, essa relação mudou: os juros reais passaram a importar mais para o desempenho dos emergentes, embora essa influência esteja diminuindo. O banco atribui a mudança à composição das ações emergentes e à base de investidores, além de ressaltar a importância crescente das taxas locais.

Petróleo e escolhas do banco

O UBS avalia que o Brasil costuma ter bom desempenho em cenários de petróleo mais caro e está com desconto acentuado. A Índia, classificada pelo banco como underweight, tende a ficar atrás e estaria negociada com prêmio acima do usual. O mercado costuma diferenciar produtores, como Brasil e Arábia Saudita, de consumidores, como Filipinas e Índia.

Segundo o banco, a passagem pelo Estreito de Ormuz permaneceu fraca por sete meses desde março. Com a redução dos estoques globais, os preços da commodity podem continuar mais altos por mais tempo.

O UBS recomenda priorizar empresas rentáveis, com bons dividendos e menor endividamento. Companhias com mais dívidas ou negociadas a preços elevados em relação aos lucros tendem a sofrer mais quando os juros sobem. Mesmo nesse ambiente, o banco mantém preferência por tecnologia e pela Bolsa da Coreia entre os emergentes, pois considera que as perspectivas de crescimento e geração de caixa ainda não estão totalmente refletidas nos preços.

O relatório também cita setores de energia e empresas ligadas à transição energética entre os grupos que podem reagir positivamente ao petróleo mais caro. Mineradoras, consumo e tecnologia aparecem entre os segmentos que costumam ser prejudicados nesse tipo de cenário.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.