Os títulos do Tesouro Direto operam com taxas menores nesta terça-feira (29), após dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos reduzirem a pressão sobre os juros. O Tesouro IPCA+ 2032 recuou de 7,69% para 7,62% ao ano acima da inflação.
A mudança ganhou força com o relatório JOLTS, que apontou 7,079 milhões de vagas abertas nos Estados Unidos em agosto. O resultado ficou abaixo dos 7,205 milhões esperados por analistas. Depois da divulgação, os juros futuros brasileiros ampliaram a queda, acompanhando também a redução do preço do petróleo.
Na comparação com o fechamento de segunda-feira (28), o Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,93% para 13,85% ao ano, queda de 0,08 ponto porcentual. O Prefixado 2032 caiu de 14,15% para 14,13%, recuo de 0,02 ponto.
Entre os títulos vinculados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2040 recuou de 7,32% para 7,27% ao ano, enquanto o IPCA+ 2050 passou de 7,18% para 7,10%. A remuneração informada considera a taxa acima da variação do IPCA.
Juros nos Estados Unidos e petróleo
Antes da divulgação do JOLTS, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano renovaram máximas de décadas. A T-note de dez anos chegou a 5,267%, maior nível desde 2007. O T-bond de 30 anos alcançou 5,590%, máxima desde 2004.
A leitura mais fraca sobre as vagas reduziu parte da pressão por juros americanos mais altos em uma semana com indicadores que podem alterar as expectativas para o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
O petróleo também contribuiu para a queda das taxas. A retomada das exportações pelo oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita diminuiu parte da preocupação com a oferta global. Pela manhã, o Brent recuava 0,53%, a US$ 97,31 por barril.
Para quem mantém o título até o vencimento, as oscilações das taxas não mudam a rentabilidade contratada na compra. Já a venda antecipada fica sujeita à marcação a mercado, podendo resultar em ganho ou perda conforme o preço do papel.



