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Construtoras investigadas por desabamento acumulam denúncias de imóveis não entregues em São Paulo

Clientes dizem ter perdido milhões com casas e apartamentos não entregues; empresas são investigadas após prédio deixar seis mortos.

Construtoras investigadas por desabamento acumulam denúncias de imóveis não entregues em São Paulo
Foto: Reprodução/Google Street View

As construtoras New Home e Hastiforme, investigadas pelo desabamento de um prédio que matou seis pessoas, são alvo de boletins de ocorrência por estelionato na Zona Leste de São Paulo. Clientes afirmam que compraram casas e apartamentos que não foram entregues e que também não conseguiram recuperar os valores pagos.

Um grupo de cerca de 20 compradores calcula prejuízos superiores a R$ 4 milhões. Eles relatam que as obras começaram sem o alvará de construção aprovado e que vários empreendimentos acabaram embargados pelas autoridades municipais.

O comerciante Alexandre Viveiros processa a New Home depois de pagar mais de R$ 380 mil por um sobrado que custava R$ 650 mil. A entrega estava prevista para o fim de 2024, em um condomínio de 12 casas na Avenida Padres Olivetanos, na região da Penha. A obra foi embargada pela Justiça de São Paulo por apresentar riscos a uma escola infantil vizinha.

Segundo Viveiros, os compradores não foram avisados sobre o embargo. Ele disse que vendeu o apartamento onde morava com a família e passou a viver de aluguel após a construtora não entregar o imóvel nem devolver o dinheiro. O caso também foi registrado como estelionato.

A escola informou à Justiça que a obra provocava rachaduras do outro lado do muro. Um laudo particular e decisões da Prefeitura de São Paulo apontaram falta de segurança. A juíza Vivian Bastos Mutschaewski determinou o embargo liminar em 3 de abril de 2025. Nesta quarta-feira (16), a Subprefeitura da Penha voltou a interditar o local por risco de acidentes. A escola vizinha também será interditada.

Investigação sobre o desabamento

Ronaldo dos Santos Vivaqua, Cristiano Salgado Vivaqua e Isis de Freitas Rodrigues Brandão estão entre os indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual no caso do prédio da Rua Tequici. Ronaldo é apontado como sócio oculto da New Home; Cristiano era o engenheiro responsável pela obra e dono da Hastiforme; Isis é arquiteta e dona da New Home Incorporadora.

Ronaldo está preso. Cristiano e Isis são procurados pelas autoridades. A servidora municipal Viviane Rodrigues de Palma, que autorizou a continuidade das obras em 2024, também deve ser indiciada e foi afastada por 120 dias.

Outros compradores relatam problemas semelhantes. O médico Erick Cosme afirma ter pago cerca de R$ 200 mil por uma casa que custava R$ 650 mil e deveria ter sido entregue no fim de 2024. A arquiteta Caroline Brito diz que ela e o marido pagaram R$ 240 mil por um sobrado comprado em 2022, que nunca foi entregue.

A Prefeitura de São Paulo determinou a paralisação de 29 empreendimentos ligados às duas construtoras: 21 vinculados à New Home e oito à Hastiforme. A medida prevê vistorias extraordinárias nos canteiros ativos e análise das condições de segurança.

A New Home informou que está à disposição das autoridades e apoia as famílias atingidas. A defesa de Cristiano e Isis afirmou que os dois pretendem se apresentar voluntariamente, negou que estejam foragidos e disse que eles se afastaram após receber ameaças. As causas do desabamento ainda dependem de laudos periciais.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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