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Política

Dino tira sigilo de investigação sobre filme ligado a Mário Frias

Decisão reúne inquéritos sobre emendas, contratos e empresas suspeitas de formar um circuito de recursos públicos.

Dino tira sigilo de investigação sobre filme ligado a Mário Frias
Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou no domingo (13) o sigilo dos documentos da investigação relacionada ao filme “Dark Horse”. O caso apura um suposto desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares federais e cita o deputado Mário Frias (PL-SP).

A investigação também examina possíveis vínculos do grupo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Dino determinou que diferentes inquéritos sobre emendas parlamentares, contratos ligados à Prefeitura de São Paulo e pessoas relacionadas a Frias passem a tramitar sob sua relatoria. Os procedimentos foram encaminhados pela Justiça paulista.

Movimentações financeiras

Na decisão, o ministro apontou indícios de conexão entre as apurações. Uma das hipóteses é a existência de uma organização criminosa voltada à captação, circulação e ocultação de recursos públicos.

A Polícia Federal identificou transferências envolvendo a Complexsys Soluções Integradas Ltda., empresa de tecnologia contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB). O instituto é presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama e recebeu recursos de emendas parlamentares.

Segundo a investigação, a Complexsys recebeu valores de Mário Frias, repassou recursos ao ICB e também transferiu dinheiro para a Academia Nacional de Cultura (ANC), outra organização sem fins lucrativos presidida por Karina Gama.

Para os investigadores, a circulação entre o parlamentar, a empresa e as duas entidades pode indicar um “circuito financeiro fechado”. O despacho afirma que o fluxo seria compatível, em tese, com uma atuação coordenada e poderia envolver a circulação, a fragmentação e a reintrodução de valores.

A PF também apontou possível confusão patrimonial entre o ICB, empresas contratadas e pessoas ligadas ao grupo. Entre os indícios estão vínculos societários cruzados, proximidade entre sócios e administradores, faturamento declarado incompatível com os valores movimentados e devoluções sucessivas sem justificativa econômica aparente.

As apurações são desdobramentos da Operação Make Up, realizada na quinta-feira (10) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, inclusive na residência de Mário Frias.

Frias é roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse”, filme ainda não lançado sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a operação, ele chamou a investigação de “cortina de fumaça”, negou irregularidades, afirmou que colaborará com as autoridades e disse acreditar no arquivamento do caso.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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