O deputado Filipe Barros, defensor do golpe de 1964, investigará crimes cometidos durante a ditadura. A informação aparece junto a declarações em que ele rejeita a interpretação de que 31 de Março marcou o início do regime militar.
Barros afirmou que a data representa o dia em que o Brasil teria sido salvo de uma ditadura comunista e chamou o movimento de contra-revolução. Para o deputado, essa é a versão correta dos acontecimentos, enquanto as interpretações diferentes seriam revisionismo.
Ele também disse que, sem a atuação dos militares em 1964, o país teria se transformado em uma ditadura comunista. A afirmação foi apresentada como um fato e acompanhada de uma crítica a quem discorda dela.
“É um dia a ser comemorado SIM”, escreveu Barros. Em outra declaração, afirmou que negar essa possibilidade seria, no mínimo, desonestidade intelectual, e pediu que não fossem feitas bravatas baseadas no senso comum.
A investigação mencionada terá como foco crimes da ditadura, mas não foram informados, no conteúdo disponível, detalhes sobre os casos que serão analisados ou sobre o formato da apuração.




