A parcela dos brasileiros que não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 56%, alta de dez pontos desde agosto, segundo pesquisa Quaest divulgada em 14 de setembro de 2026. No mesmo período, a proporção dos que dizem confiar muito na Corte caiu de 18% para 9%. Os que confiam pouco passaram de 33% para 30%, enquanto 5% não souberam responder ou não responderam.
A pesquisa foi realizada durante o agravamento de uma crise entre ministros do STF. O ministro André Mendonça determinou a retirada do sigilo de um processo após a divulgação de mensagens de Daniel Vorcaro e do ministro Alexandre de Moraes. Depois, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade.
O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para esta terça-feira, 15, uma sessão sobre a abertura ou não de investigação contra Moraes. O pedido envolvendo Mendonça será analisado no dia 23.
Comparação com outras instituições
O levantamento mostra que o STF tem hoje um nível de confiança menor que o da Presidência da República e o do Congresso Nacional. Em relação à Presidência, 41% afirmaram não confiar, 34% disseram confiar pouco e 22% declararam confiar muito. Outros 3% não confiaram.
Sobre o Congresso, 46% disseram não confiar, 44% afirmaram confiar pouco e 7% declararam confiar muito. Nesse grupo, 3% não souberam responder ou não responderam. A avaliação das duas instituições melhorou, diferentemente do resultado registrado para o STF.
A Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em entrevistas realizadas nas residências entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo BR-03607/2026.



