Perder a carteira de vacinação não impede a pessoa de receber imunizantes, mas a recomendação é tentar recuperar os registros antes de refazer qualquer esquema. O Ministério da Saúde orienta procurar o local onde as vacinas foram aplicadas ou outra unidade de vacinação do SUS para solicitar o histórico e, se possível, uma segunda via.
Quem recebeu vacinas pelo SUS também pode consultar as informações disponíveis no Meu SUS Digital. O sistema pode apresentar as doses aplicadas, as datas, os locais e outros dados da vacinação.
Quando o histórico não é encontrado, a situação deve ser analisada individualmente por um profissional de saúde. A avaliação considera a idade, os possíveis registros anteriores e as orientações do Calendário Nacional de Vacinação para definir os imunizantes e as doses indicadas.
“É comum recebermos adultos que não sabem quais vacinas tomaram ou que têm apenas parte dos registros”, explica a enfermeira especialista em vacinação Elisa Lino, da Clínica Vacinne. Segundo ela, a conduta não é aplicar todas as vacinas novamente sem avaliação.
E se a pessoa não souber se foi vacinada?
A decisão depende do imunizante e das condições de cada pessoa. Na falta de comprovação de uma dose anterior, o profissional deve verificar as recomendações vigentes e indicar a conduta considerada mais segura. O Ministério da Saúde orienta que quem não lembra se recebeu determinada vacina procure um serviço de saúde para conferir e atualizar a situação vacinal.
Reconstruir a carteira apenas pela memória não é suficiente. Lembrar que recebeu uma vacina não permite necessariamente identificar qual imunizante foi usado ou quantas doses foram aplicadas.
Vacinação ao longo da vida
A recuperação dos registros também permite verificar se as vacinas estão atualizadas para a idade. O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 traz recomendações para adultos e idosos, com esquemas que variam conforme a faixa etária, o histórico vacinal e condições específicas.
Entre os imunizantes previstos ao longo da vida estão os contra hepatite B, difteria e tétano, febre amarela, sarampo, caxumba e rubéola. Também há vacinas destinadas a grupos ou situações específicas.
A carteira deve ser guardada, junto com uma cópia digital ou uma fotografia legível dos registros. Quando houver informações cadastradas, a versão digital também pode ser consultada pelo Meu SUS Digital.



