Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Saúde

Ministério pede análise de semaglutida e liraglutida para o SUS

Pedido à Conitec inclui dois medicamentos para obesidade, mas eventual oferta ainda depende de avaliação e definição de critérios clínicos.

Ministério pede análise de semaglutida e liraglutida para o SUS
Foto: Edugrafo/Shutterstock

O Ministério da Saúde solicitou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) uma análise sobre o uso de semaglutida e liraglutida no tratamento da obesidade pela rede pública. O protocolo foi apresentado nesta quinta-feira (24).

A iniciativa amplia a avaliação, que estava concentrada principalmente na semaglutida. A análise da Conitec é necessária antes de uma possível inclusão dos medicamentos no SUS. Mesmo que a comissão recomende a incorporação, ainda será preciso estabelecer quais pacientes poderão receber o tratamento e em que condições.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as chamadas canetas emagrecedoras seriam disponibilizadas pelo SUS. O Ministério da Saúde, porém, ainda precisa concluir etapas técnicas para definir como uma eventual oferta seria organizada.

Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1 não são oferecidos amplamente pelo sistema público. O ministério mantém um estudo no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), para avaliar a semaglutida em pessoas com obesidade grave ou associada a outras condições. O protocolo acompanha cerca de 250 pacientes com indicação para cirurgia bariátrica.

Preços e alternativas em avaliação

A pasta informou que a entrada de novos fabricantes e o aumento da concorrência reduziram os preços dos medicamentos em cerca de 70% em menos de um ano. Já existem 25 canetas emagrecedoras registradas no Brasil, das quais 14 foram aprovadas em 2026. O movimento também aumentou a produção nacional e o número de opções no mercado.

Com a queda dos preços, o impacto financeiro de uma possível incorporação será analisado em um cenário diferente do considerado em avaliações anteriores. Essas análises estimavam custos de bilhões de reais ao longo de cinco anos, conforme a quantidade de pacientes e o período de tratamento.

Semaglutida e liraglutida não têm mais proteção de patente, segundo o Ministério da Saúde. A inclusão da liraglutida amplia as alternativas que poderão ser examinadas. Em 2025, a Conitec havia recomendado não incorporar o medicamento para pessoas com obesidade e diabetes tipo 2, mas o pedido atual abre uma nova avaliação, considerando as condições atuais de oferta e preços.

A aprovação do protocolo não significa distribuição imediata em todo o país. A Conitec ainda terá de analisar os medicamentos e emitir uma recomendação. Se a decisão for favorável, o Ministério da Saúde deverá definir o público atendido, as condições clínicas e a organização do serviço.

Dados da pasta mostram que a proporção de adultos com obesidade no Brasil subiu de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.