A taxa básica de juros caiu pela quinta vez consecutiva e foi fixada em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (16), após uma sequência de reduções iniciada em março deste ano.
O cenário também é marcado pelo recuo da inflação, pela menor taxa de desemprego dos últimos 14 anos e pelo desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que ocupou o 5º lugar entre as economias que mais cresceram no 2º trimestre no mundo. As micro e pequenas empresas tiveram participação fundamental na redução do desemprego, conforme as informações apresentadas.
Para Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, a queda dos juros pode ampliar a circulação de dinheiro, estimular as vendas e contribuir para a geração de empregos e renda. “Os juros mais baixos permitem que haja mais dinheiro circulando”, afirmou.
Recomendações para as empresas
O Sebrae orienta que os pequenos negócios avaliem a recomposição das margens de lucro diante da redução dos custos de energia, alimentos e combustíveis. A entidade também recomenda renegociar contratos com fornecedores, sem repassar necessariamente os preços ao consumidor.
Outra sugestão é comunicar ofertas com mensagens como preço justo e mais por menos, como forma de atrair consumidores que reduziram as compras durante o período de pressão inflacionária.
As políticas de crédito próprio, como vendas fiadas, parcelamentos e carnês, devem ser revisadas. Com a inadimplência em 7,6%, a recomendação é adotar critérios mais conservadores, principalmente para clientes com histórico de atraso ou alto comprometimento de renda.
Para o fim do ano, a orientação é planejar estoques de maneira enxuta, priorizando produtos de alta rotatividade e margens mais atrativas. A Black Friday e o Natal serão usados como referência para avaliar a demanda das famílias, evitando comprometer o capital de giro com excesso de mercadorias.


