Os títulos do Tesouro Direto operam nesta quarta-feira (16) com taxas predominantemente maiores que as registradas na terça-feira (15). O movimento ocorre antes das decisões de juros do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom).
O Tesouro Prefixado 2029 avançou de 13,85% para 13,89% ao ano, alta de 0,04 ponto porcentual. No Prefixado 2032, a taxa passou de 14,23% para 14,30%, aumento de 0,07 ponto.
Entre os papéis corrigidos pela inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 subiu de 7,61% para 7,66% ao ano, além da variação do IPCA. O IPCA+ 2040 avançou de 7,28% para 7,30%. Já o IPCA+ 2050 recuou de 7,24% para 7,23%, na única queda entre os títulos dessa categoria mencionados.
O comportamento dos títulos ocorre apesar da baixa dos juros futuros médios e longos. Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) refletem a queda do petróleo, o recuo dos rendimentos dos Treasuries e um resultado de atividade econômica brasileira abaixo do esperado.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,22% em julho ante junho, com ajuste sazonal. A previsão mediana era de queda de 0,10%. Em sentido contrário, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) aumentou 1,47% em setembro, depois de recuar 0,51% em agosto. A estimativa mediana para o indicador era de 1,15%.
Decisões de juros
Nos Estados Unidos, a expectativa predominante é de elevação de 0,25 ponto porcentual nos juros pelo Fed, que estão na faixa de 3,50% a 3,75%. O anúncio está previsto para as 15h.
No Brasil, a aposta majoritária é de corte de 0,25 ponto na Selic, para 13,75% ao ano, às 18h30. Além da decisão, o mercado deve observar no comunicado do Copom indicações sobre a possibilidade de novas reduções.
O petróleo recua após a retomada de contatos entre Estados Unidos e Houthis em Omã. Os Treasuries também perdem força, mas a guerra no Oriente Médio mantém os preços de energia em níveis elevados e segue como risco para a inflação global.
Para quem mantém o título até o vencimento, as oscilações diárias não mudam a rentabilidade contratada na compra. A venda antecipada, porém, sujeita o investidor à marcação a mercado, com possibilidade de ganho ou perda conforme o preço do papel.



