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Economia

Taxas do Tesouro Direto sobem com petróleo acima de US$ 108

Alta do petróleo e expectativas para as decisões do Copom e do Fed aumentam a cautela no mercado nesta segunda-feira (14).

Taxas do Tesouro Direto sobem com petróleo acima de US$ 108
Foto: Shutterstock/Brenda Rocha - Blossom/Reprodução

As taxas dos títulos do Tesouro Direto subiram nesta segunda-feira (14), em um movimento influenciado pela alta do petróleo e pela proximidade das decisões de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

O Brent chegou a superar US$ 108 por barril depois do adiamento de negociações sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz e de novos ataques no fim de semana. A valorização do petróleo elevou novamente a preocupação com a inflação global antes das reuniões dos principais bancos centrais.

No Brasil, o Boletim Focus também contribuiu para a cautela. A projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses avançou pela sexta semana seguida, de 4,60% para 4,65%. Para 2026, a estimativa recuou de 5% para 4,90%. Já a previsão para 2027 subiu de 4,29% para 4,30%.

Títulos prefixados e atrelados à inflação

Na comparação com o fechamento de sexta-feira (11), o Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,85% para 13,97% ao ano, alta de 0,12 ponto porcentual. O Prefixado 2032 avançou de 14,18% para 14,33% ao ano, aumento de 0,15 ponto.

Entre os papéis vinculados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 subiu de 7,59% para 7,62% ao ano, além da variação do IPCA. O IPCA+ 2040 passou de 7,25% para 7,34%, enquanto o IPCA+ 2050 avançou de 7,24% para 7,30%.

A alta interrompe o alívio registrado na sexta-feira, quando os títulos indexados à inflação fecharam com taxas menores. O movimento reflete a busca por maior prêmio em papéis de prazo mais longo e a redução de posições de risco antes das decisões de política monetária.

O Goldman Sachs espera um novo corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, para 13,75%, mas considera possível uma comunicação mais dura do Copom sobre os próximos passos. Nos Estados Unidos, a perspectiva de juros mais altos pode limitar novas quedas da curva brasileira.

Quem mantém o título até o vencimento recebe a rentabilidade contratada na compra. A venda antecipada, porém, está sujeita à marcação a mercado, com possibilidade de ganho ou perda conforme o preço do papel.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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