Os títulos do Tesouro Direto operam entre a estabilidade e uma leve queda nesta terça-feira (15), um dia antes das decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos. O Tesouro IPCA+ 2032 mantém remuneração de 7,61% ao ano acima da inflação, enquanto os papéis prefixados recuam marginalmente.
O Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,87% para 13,85% ao ano na comparação com o fechamento de segunda-feira (14), uma queda de 0,02 ponto porcentual. O Prefixado 2032 caiu de 14,24% para 14,23%.
Entre os títulos corrigidos pela inflação, o IPCA+ 2040 recuou de 7,29% para 7,28%, e o IPCA+ 2050 passou de 7,26% para 7,24%. A movimentação ocorre apesar do petróleo ainda acima de US$ 106 e dos juros americanos em níveis elevados.
Na curva de juros futuros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2029 caía de 13,867% para 13,840% às 10h10. O vencimento de janeiro de 2031 passava de 14,108% para 14,085%. As vendas do varejo abaixo do esperado contribuíam para conter as taxas, mas o mercado evitava movimentos maiores antes das decisões de juros.
A curva precificava na segunda-feira 100% de probabilidade de corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, para 13,75%. Nos Estados Unidos, o mercado atribuía quase 93% de chance de alta de 0,25 ponto pelo Federal Reserve. A T-note de dez anos chegou a 5,041%, maior nível desde 2007, antes de voltar à região de 5%.
O Brent, que se aproximou de US$ 108,50 pela manhã, desacelerou para US$ 106,28 por barril. O petróleo permaneceu em nível elevado após o ataque ao oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita.
Quem mantém o título até o vencimento não altera a rentabilidade contratada por causa das oscilações diárias. Já a venda antecipada fica sujeita à marcação a mercado, com possibilidade de ganho ou perda conforme o preço do papel.



