As taxas dos títulos do Tesouro Direto operam em alta nesta quinta-feira (10), em meio à valorização do petróleo, ao avanço dos rendimentos dos Treasuries e à cautela no mercado brasileiro diante da crise entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal.
O Brent chegou a US$ 105,56 por barril pela manhã. A alta do petróleo aumentou as preocupações com a inflação global e ajudou a sustentar a expectativa de juros elevados no exterior. A T-note de dez anos estava em 4,855%, enquanto o T-bond de 30 anos marcava 5,307% no início do dia.
No Brasil, o volume de serviços ficou estável em julho, abaixo da mediana de alta de 0,2% esperada pelo mercado. O dado, porém, teve pouca influência sobre os negócios, que também acompanham o dólar, os juros internacionais e os juros futuros brasileiros.
Na comparação com o fechamento de quarta-feira (9), o Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,87% para 13,93% ao ano. O Prefixado 2032 avançou de 14,21% para 14,29%.
Entre os papéis vinculados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 subiu de 7,76% para 7,79% ao ano, além da variação do IPCA. O IPCA+ 2040 passou de 7,30% para 7,37%, e o IPCA+ 2050, de 7,33% para 7,36%.
Juros futuros e agenda
Às 10h20, o contrato de DI para janeiro de 2029 estava em 13,965%, contra 13,860% no ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2031 subia para 14,220%, ante 14,091%.
Investidores também aguardam a pesquisa AtlasIntel de intenção de voto, prevista para a tarde. No exterior, o Banco Central Europeu decide a política monetária nesta quinta-feira, enquanto os Estados Unidos divulgam o índice de preços ao produtor (PPI). O dado de inflação ao consumidor está previsto para sexta-feira.
Quem mantiver o título até o vencimento preserva a rentabilidade contratada na compra. A venda antecipada, porém, fica sujeita à marcação a mercado, que pode resultar em ganho ou perda conforme o preço do papel.



