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Corpo de menina será sepultado em São Paulo após desabamento na Penha

Shaira, de 7 anos, será enterrada na capital paulista; outras vítimas serão levadas para a Bolívia ou já foram sepultadas.

Corpo de menina será sepultado em São Paulo após desabamento na Penha

O corpo de Shaira, de 7 anos, será o único entre as seis vítimas do desabamento na Penha, na Zona Leste de São Paulo, a ser sepultado na capital paulista. O enterro deve ocorrer entre esta sexta-feira (18) e sábado (19), conforme informou a advogada que acompanha os familiares.

A vítima de nacionalidade paraguaia já foi sepultada. Os outros quatro corpos serão levados para a Bolívia, país de origem dessas vítimas. Os familiares acompanham os procedimentos para a liberação, o traslado e os sepultamentos.

Na terça-feira (15), a Polícia Civil informou que pretende indiciar pelo menos quatro pessoas por homicídio com dolo eventual. Entre elas estão responsáveis pela construtora e uma fiscal da Prefeitura de São Paulo. De acordo com o delegado seccional de Itaquera, Antônio José Pereira, três pessoas que tiveram a prisão decretada e a funcionária deverão ser indiciadas.

O entendimento policial, em tese, é que os responsáveis conheciam riscos que poderiam causar mortes e, ainda assim, teriam mantido a conduta.

Histórico da construção

A Prefeitura de São Paulo informou que os problemas relacionados à obra se estendem por pelo menos cinco anos. Em 2021, o município pediu à Justiça a demolição de uma construção irregular no endereço e aplicou uma multa de R$ 119 mil.

Em 2022, a construtora apresentou um novo projeto. No ano seguinte, a prefeitura emitiu um alvará autorizando a obra, com a condição de que a estrutura anterior fosse demolida. Uma foto de janeiro de 2023 mostra um prédio de oito andares no local.

Em fevereiro de 2024, a Subprefeitura da Penha fez uma vistoria sobre a demolição de uma área de 154 metros quadrados. No relatório, a fiscal Viviane Rodrigues de Palma registrou que, na avaliação técnica, a demolição havia sido concluída e que uma nova edificação estava em andamento.

As imagens anexadas ao documento, porém, parecem mostrar o prédio que estava sendo construído desde 2019. Depois do desabamento, o advogado da construtora confirmou que nada havia sido demolido no endereço.

Viviane afirmou que não entrou na obra e que sua vistoria foi feita por observação externa e consulta aos bancos de dados da prefeitura. Ela também negou ter declarado que a edificação havia sido demolida ou que apresentava segurança. A prefeitura afastou a fiscal por 120 dias, para evitar possível interferência nas investigações.

Prisões e versões apresentadas

A Justiça manteve a prisão temporária de Ronaldo Vivacqua após audiência de custódia. A investigação o aponta como sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela obra que desabou sobre uma casa e matou seis pessoas.

Também tiveram a prisão temporária decretada Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo, apontado como autor do projeto e engenheiro responsável pela execução, e Isis Brandão, que aparece formalmente como proprietária da empresa. Até a publicação das informações, Cristiano e Isis eram considerados foragidos.

A Polícia Civil afirma que Ronaldo não aparece nos documentos das duas empresas, mas que testemunhos e documentos antigos indicam sua atuação na administração e na obra. A participação individual dos três investigados ainda será definida no inquérito.

A New Home Construtora disse que abriu uma investigação interna e que ainda não há elementos suficientes para determinar a causa do desabamento. A empresa afirmou que não descarta eventual responsabilidade, presta apoio às famílias e fornecerá esclarecimentos às autoridades.

A defesa das empresas negou que Ronaldo exercesse função de direção ou fosse sócio oculto. Segundo o advogado, ele apenas acompanhava o filho, Cristiano, responsável técnico pela obra. A defesa classificou as prisões temporárias como prematuras e informou que pediria a revogação da prisão de Ronaldo.

Os advogados também negaram que Cristiano e Isis tentem se esconder e disseram que os dois estão no estado de São Paulo e pretendem se apresentar espontaneamente. A defesa sustentou ainda que a obra era regular e citou uma decisão judicial de 6 de março de 2025 que teria revertido a ordem de demolição após uma vistoria da prefeitura.

Sobre fissuras relatadas em casas vizinhas, o advogado reconheceu que houve registros, mas afirmou que outra obra era realizada nos fundos do terreno. Segundo a defesa, a perícia deverá apontar a origem dos danos e a causa do desabamento. As empresas disseram que pretendem apoiar as famílias das seis vítimas e os sobreviventes hospitalizados, inclusive com auxílio para realocação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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