A Polícia Federal atribui ao deputado Filipe Barros o vazamento de um inquérito sigiloso sobre um ataque hacker contra sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A investigação afirma que os documentos foram repassados, entre outras pessoas, a Jair Bolsonaro e usados para levantar dúvidas sobre a segurança da votação eletrônica.
A informação está em um relatório apresentado pela delegada Denisse Ribeiro. Conforme a apuração, Barros solicitou acesso ao material sob a justificativa de que o utilizaria na elaboração do relatório da PEC do voto impresso, da qual era relator. A PF entregou os documentos ao deputado, mas sustenta que eles tiveram outra destinação.
Para a delegada, o conteúdo ajudou a construir a narrativa de que o sistema eleitoral brasileiro seria vulnerável e permitiria fraudes. O relatório registra que houve divulgação indevida do inquérito e considera a entrega formal da documentação ao parlamentar o início do vazamento.
O documento também diferencia o alvo da investigação. O inquérito tratava de uma suposta invasão a outro sistema do TSE, e não do sistema responsável pela votação eletrônica.
O caso é relacionado à PEC nº 135/2019, aos inquéritos nº 1361 e nº 4781 e à PET nº 9842. Esta última se refere a uma transmissão presidencial de 29 de julho de 2021.



