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Saúde

Drauzio Varella defende fortalecer atenção básica e formação médica no Brasil

Em entrevista, médico falou sobre SUS, desinformação, tecnologia, envelhecimento da população e qualidade dos cursos de medicina.

Drauzio Varella defende fortalecer atenção básica e formação médica no Brasil

Drauzio Varella defendeu o fortalecimento da atenção básica como caminho para melhorar o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Em entrevista ao episódio de número 100 do Futuro Talks, o médico também falou sobre desinformação, inteligência artificial, formação profissional e o envelhecimento da população.

Para Varella, o SUS já tem estruturas suficientes e não precisa ser redesenhado. Ele citou a Estratégia Saúde da Família, os agentes comunitários de saúde, as Unidades Básicas de Saúde e os hospitais regionais como partes de uma rede que precisa funcionar de forma organizada.

O médico afirmou que os agentes comunitários têm papel central na prevenção e no acompanhamento dos pacientes. Segundo ele, o controle da pressão arterial e do diabetes pode evitar complicações e reduzir a necessidade de internações. Varella também defendeu uma política pública de saúde estável e criticou a troca frequente de ministros e decisões baseadas em acordos políticos, em vez de capacidade técnica.

A população brasileira está envelhecendo e enfrenta o aumento de doenças crônicas. Nesse cenário, ele destacou a necessidade de acompanhar os pacientes antes que eles desenvolvam problemas mais graves. Também afirmou que o SUS é subfinanciado, mas que o dinheiro não é o único desafio: gestão, organização e continuidade das políticas públicas seriam igualmente importantes.

Tecnologia e informação

Varella relatou que começou a falar sobre saúde durante a epidemia de Aids, primeiro no rádio, depois na televisão e, mais tarde, na internet e nas redes sociais. Ele disse que precisou adaptar a linguagem para diferentes públicos e formatos, mantendo as informações curtas e compreensíveis.

O médico demonstrou preocupação com a circulação de pseudociência, informações falsas e anúncios que usam sua imagem e sua voz para vender medicamentos. Ele defendeu que a população desconfie de tratamentos apresentados como milagrosos e destacou que a medicina deve se apoiar em evidências científicas.

Na avaliação dele, a telemedicina e a inteligência artificial podem ampliar o acesso ao atendimento e ajudar profissionais que trabalham longe dos grandes centros. Essas ferramentas, porém, não substituiriam a relação entre médico e paciente. Para Varella, a medicina exige adaptar o conhecimento científico à realidade e às condições de vida de cada pessoa.

Formação médica

O médico também criticou o crescimento sem controle dos cursos de medicina. Para ele, o principal problema não é necessariamente formar mais profissionais, mas garantir a qualidade do ensino e evitar a concentração de médicos nos grandes centros.

Varella defendeu avaliações ao longo da graduação, com possibilidade de bloquear novas vagas ou fechar instituições que não corrijam falhas de formação. Ele afirmou que a seleção não deveria ocorrer apenas depois da conclusão do curso, porque profissionais mal preparados podem chegar ao mercado e atender pacientes.

A entrevista também abordou a trajetória de Varella na comunicação. Ele contou que a experiência como professor de cursinho ajudou a desenvolver uma forma mais clara de explicar assuntos complexos. O médico afirmou que informar a população sobre saúde também é uma maneira de exercer a medicina.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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